
Os secretários de Estado da gestão Hartung repetem o falido discurso da falsa crise nos cofres estaduais e têm se embolado nas explicações dos números do Executivo. O último episódio foi protagonizado pelo secretário de Transparência, Marcelo Zenkner, diante da CPI dos Empenhos, na Assembleia Legislativa.
Questionado sobre a suposta existência de gastos sem a devida reserva orçamentária (empenhos) no ano passado, o secretário afirmou que o valor seria de R$ 276,3 milhões. O curioso é que o próprio Zenkner havia divulgado, em fevereiro, que o valor era R$ 295 milhões. Pagamentos, inclusive, que foram sendo desmentidos após sindicâncias abertas em cada órgão.
Outra divergência aparece nos números da Saúde. Enquanto Zenkner informou aos deputados que eram R$ 163 milhões sem empenho na Secretaria de Estado da Saúde, o chefe da Sesa, Ricardo de Oliveira, também em depoimento à CPI, falou em R$ 180 milhões.
Na tentativa de enganar a população com o discurso de que teria recebido o Estado em situação financeira difícil, o governo Hartung já não consegue mais manter a mentira. Os próprios interlocutores do governo, nem mesmo diante de uma CPI, conseguem apresentar informações coerentes e números verdadeiros.
Enquanto isso, o povo capixaba sofre com o sucateamento dos serviços públicos e cortes de verbas infundados na gasolina das viaturas policiais, nos investimentos em educação, na saúde pública e em outras áreas essenciais. A mentira também é usada como desculpa para negar a concessão de direitos trabalhistas básicos reivindicados pelos servidores públicos estaduais, como a reposição anual da inflação, auxílio alimentação, fixação de uma data base e a implantação de uma mesa permanente de negociação.
Com informações do Século Diário