Se Minas ‘falida’ pode conceder reajuste a servidores, ES ‘nota A’ também pode!

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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou nesta quarta-feira, 19, a extensão da proposta do governador Romeu Zema (Novo), de recomposição salarial das perdas inflacionárias dos últimos cinco anos da Segurança Pública, para os demais servidores e também para o Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Com isso, até o final de 2022 algumas categorias chegarão a ter uma recomposição salarial de até 41,47%, caso dos servidores da segurança pública. Em média, as demais categorias do funcionalismo receberão 28,82% em reajustes escalonados nos próximos anos.

A proposta de recomposição inflacionária para os servidores de Minas demonstra que, tanto o governador, quanto os 66 deputados entendem que apesar da necessidade de ajustes fiscais devido a crise financeira, o servidor tem direito constitucional de ter suas perdas repostas. Além disso, o reajuste contribui para aquecer a economia ao injetar bilhões na economia local.

No Espírito Santo, o governador Casagrande anunciou projeto semelhante para os servidores da segurança pública. O sindicato entende que seja necessário que o governo e os deputados tenham a devida consciência social respeitando os princípios da paridade, igualdade e isonomia garantindo a recomposição inflacionária aos demais servidores.

O Sindipúblicos, no entanto, reforça a importância do Governo Casagrande dialogar com os representantes legais das categorias, apresentando os números da economia capixaba para chegarmos a um percentual que venha atender as perdas da categoria sem prejudicar a saúde financeira estadual. Como sempre defendemos, a recomposição inflacionária é um dos principais meios de oxigenar a economia, visto que os valores recebidos pelos servidores, em sua maioria, irão retornar para o Estado por meio de impostos na aquisição de produtos e serviços gerando ainda empregos.