


O Sindicato requereu uma mediação junto ao Ministério Público do Trabalho quanto a negativa do diálogo do governo estadual sobre as reivindicações dos servidores em greve do IPAJM.
Desde o início do movimento grevista, em 13 de setembro, até o momento não houve nenhum avanço nas negociações. A única reunião foi com o presidente interino, Paulo Renato, que disse não ter autonomia para negociar, mas que iria tentar abrir diálogo com o governo.
Os servidores reivindicam a implantação do Plano de Cargos e Salários, aumento de 40% para 50% a extensão da carga horária dos servidores que recebem por vencimentos, aplicação da porcentagem correta na promoção dos servidores de 10% 15%, além da construção da nova sede, para eliminar o gasto em aluguéis, que já ultrapassou R$3 milhões, enquanto a sede própria do Instituto na Avenida Vitória continua abandonada.
No entanto, o governo sequer define a data de implantação do Plano de Cargos e Salários, mesmo sendo o IPAJM, uma das únicas categorias que ainda não foram contempladas na última revisão dos planos de carreiras do Estado ocorrida em 2014. O Instituto também não tem previsão da construção de nova sede e continua sem realizar a transferência da Perícia para a atual sede, gastando assim desnecessariamente mais R$11 mil mensais em aluguel enquanto possui espaços vazios na sede da César Hilal, que também está alugada por R$105 mil.
Além disso, os servidores denunciam que já são dois anos de congelamento salarial; dez anos com reajustes abaixo da inflação, gerando uma perda salarial superior à 80%.