Reforma da Previdência irá “quebrar” economia de 80% dos municípios capixabas

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No Espírito Santo, em torno de 80% dos municípios tem sua economia dependente dos benefícios rurais. Só em 2015, nos municípios capixabas circularam 4 bilhões referentes à aposentadorias e pensões. Desses valores, R$ 600 milhões foram ligados à zonas rurais.
Com a Reforma da Previdência de Temer, a agricultura poderá falir e levar milhares de famílias à extrema pobreza afetando a economia da maioria dos municípios capixabas, inviabilizando inclusive a existência da maioria deles.
Isso é devido a Reforma da Previdência de Temer eleva a idade da aposentadoria dos trabalhadores rurais para 65 anos, equipara esta mesma idade para homens e mulheres e exige contribuição mensal dos agricultores.
Fazer essas exigências dos trabalhadores rurais, que dependem de fatores climáticos e sazonalidades da safra para conseguirem sua renda, é excluí-los da Previdência Social. E somadas à desvinculação ao Salário Mínimo, a pobreza em nosso país, principalmente na zona rural, irá aumentar.
Os benefícios rurais, espalhados em todo o território nacional, contribuem diretamente para movimentar a economia e o comércio local, tendo um efeito multiplicador principalmente nos pequenos municípios de base agrícola.
Só em janeiro de 2016, mais de dois terços do valor total dos benefícios rurais foram destinados a municípios de até 50 mil habitantes, o que significou uma injeção de R$ 5,6 bilhões na economia desses pequenos municípios. Isso demonstra o papel e a importância da Previdência Social Rural na distribuição de renda, não apenas entre as pessoas, mas também entre os municípios brasileiros.
É preciso que a sociedade capixaba se mobilize e cobre de seus parlamentares que não aprovem a Reforma da Previdência. Os deputados e senadores precisam exigir uma auditoria para mostrar os rombos que os governos provocaram e que seja responsabilizados os gestores e demais políticos que desviaram os recursos que são de direito dos trabalhadores brasileiros.