

Gestores sem qualificação técnica agravam problemas na Autarquia.
Servidores da Imprensa Oficial, durante assembleia nesta quinta-feira (6), colocaram as principais demandas e problemas que estão enfrentando na autarquia.
Falta de diálogo na tomada de decisões; assédio moral, baixa remuneração dos servidores da área técnica, falta de gestores com devida qualificação na área e um quadro extremamente reduzido de profissionais, com poucos efetivos, foram algumas das denúncias levantadas.
A falta de pessoal foi uma das demandas. Atualmente, o Portal da Transparência contabiliza 44 profissionais na ativa. Desses, apenas dez são efetivos. Outros 21 são comissionados. Cabe destacar que alguns outros servidores estão no DIO, mas vinculados à Seger após a implantação do ‘carreirão’. Segundo os servidores, em média seriam 26 servidores efetivos atuando no DIO.
“Tem comissionado que chegou não tem nem quatro meses e já querem mandar, sem saber nada de imprensa. Sem nenhuma formação na área. Ignoram nossa atuação, nossa história, nossa formação e qualificação” desabafa um servidor.
Outro complementa que, além disso, “estamos em desvio de função, com sobrecarga. Além disso, tentam nos separar, nos ignorar, para evitarmos que nos mobilizemos”.
“Tenho mais de 30 anos de Sindicato e é lamentável ver que a politicagem no serviço público continua. O desrespeito, a desvalorização e o apadrinhamento político. Estamos sempre na defesa de vocês. Por isso é importante estarem juntos para combater essas práticas no serviço público” comentou a advogada do Sindicato, Neuza Araújo de Castro.
O vice-presidente do Sindicato, Rodolfo de Melo, reforçou a importância da categoria participar das atividades do Sindicato para se fortalecer. “Temos nosso curso de formação, alguns aqui já estão lá conosco. Reforço o convite para os demais. Sobre denúncias, os gestores precisam entender que esse é o dever do servidor efetivo. Errado estaríamos se não denunciarmos as irregularidades, ilegalidades. Para não terem denúncias, é só seguir as regras, as leis”.
Por fim, foi escolhida uma comissão dos servidores que estará propondo a pauta da categoria para ser incluída na Campanha Salarial 2024, se somando às demandas unificadas, como a revisão geral anual para corrigir o déficit histórico das perdas salariais acumuladas de 19,4% nos últimos quatro anos.
Conquistas em 2023
Foi lembrado na Assembleia que este ano de 2023 é um marco na história do Sindipúblicos. A nova postura da atual diretoria do Sindipúblicos garantiu a implantação de uma mesa de negociação permanente com o governo, com diálogo constante. Conquistando assim a revisão geral anual; 100% no reajuste do auxílio-alimentação, saltando de R$ 300 para R$ 600; a nomeação dos ASE’s e dos Analistas do Executivo; a garantia da aposentadoria dos atingidos pela inconstitucionalidade da Lei 187/2000, abrangidos pela modulação do STF e a realização de novos concursos públicos no Idaf, Incaper, Iema, Agentes de Suporte Educacionais e Analistas do Executivo.
Pendências
Apesar dos avanços na pauta de negociação, o Sindipúblicos tem cobrado do governo a resolução de algumas demandas pendentes: a atualização dos valores da diária e a apresentação pela Seger de um estudo sobre as carreiras em extinção na vacância, garantindo a valorização dos profissionais que ficaram de fora do processo de reestruturação de carreiras ocorrido em março de 2022.
Próximas Assembleias:
10 de outubro (terça): DER, às 14h00 — auditório do DER e por teleconferência
11 de outubro (quarta): JUCEES, às 13h30 — auditório do SINDIPÚBLICOS e por teleconferência
11 de outubro (quarta): ASE, às 13h — em frente ao Ed. Fábio Ruschi.
Todas as assembleias têm como pontos de pauta: 1) Informes; 2) Estabelecimento da pauta de reivindicações da categoria que comporá a Campanha Salarial 2023 – 2024 a ser negociada com o Governo do Estado e 3) Assuntos gerais.
* Perdas salariais calculadas com base no IPCA/IBGE de 01/2019 à 08/2023 (31%), subtraídos os reajustes concedidos pelo Governo Casagrande de 3.5% em 2019, 6% em 2022 e 5% em 2023, somados 3% referente a alteração da alíquota previdenciária prevista na Lei 931/2019.