

O Sindipúblicos, em uma importante vitória para o serviço público, garantiu mais um avanço significativo. Após enfrentar um cenário de grave sucateamento, que quase levou ao fechamento das emissoras públicas Rádio ES e TVE, a atuação conjunta do Sindipúblicos com o Sindijornalistas e o Sindicato dos Radialistas foi essencial para manter a RTV em funcionamento.
Nesta semana, foi publicado o primeiro edital para contratação de novos profissionais, agora sob a gestão da Fundação Carmélia Maria de Souza, aprovada com o acompanhamento dos sindicatos. Apesar de ainda não ser o tão aguardado concurso público – uma antiga reivindicação para a RTV – a abertura dessas novas vagas representa um marco importante no fortalecimento da comunicação pública no Espírito Santo. Ao todo, serão oferecidas 22 vagas em diversas áreas da comunicação.
Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos, reforçou a relevância da comunicação pública, destacando que ela oferece uma abordagem que muitas vezes escapa da cobertura da mídia tradicional. “A comunicação pública é vital para dar visibilidade a questões e realidades que muitas vezes são negligenciadas pelos grandes veículos de imprensa. Ela possibilita uma abordagem mais inclusiva e plural, evidenciando a diversidade cultural, social e econômica do nosso estado. As emissoras públicas desempenham um papel fundamental ao promover uma visão mais profunda da sociedade e ao fortalecer a cidadania e a democracia, ao dar espaço a temas e grupos que não têm o mesmo destaque nas mídias comerciais”, afirmou.
Apesar das conquistas, o Sindipúblicos mantém sua preocupação com a valorização dos atuais servidores da RTV e segue firme na luta pela reestruturação das carreiras, exigindo ajustes salariais que sejam compatíveis tanto com o mercado quanto com os novos contratados. Em uma reunião recente com a Seger, o Sindicato reforçou essas demandas e solicitou um encontro específico com a Seger e a Direção da RTV para discutir o tema, que ainda está pendente.
“Não podemos admitir que profissionais que desempenham as mesmas funções recebam salários diferentes. O governo precisa ter sensibilidade e reconhecer o valor dos servidores que mantiveram as emissoras em funcionamento, mesmo nos períodos mais críticos. Continuaremos firmes nessa luta, buscando uma solução que assegure uma remuneração justa para todos”, declarou Renata Setúbal, presidenta eleita do Sindipúblicos.
Esse processo seletivo e a luta pela valorização dos servidores são passos importantes para garantir que a comunicação pública continue desempenhando seu papel estratégico e inclusivo na sociedade capixaba.