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João Batista Prucoli foi preso em seu apartamento, na Praia do Canto. Aos credores, ele oferecia um valor inferior, mas com garantia rápida de pagamento

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo(TJES) constatou uma tentativa de fraude na cessão de “precatórios da trimestralidade” e conseguiu impedir que ela se consumasse, levando à prisão de João Batista Sobreiro Prucoli no último sábado (25), em seu apartamento, na Praia do Canto, em Vitória, por ordem da juíza Sayonara Couto Bittencourt, da Vara Central de Inquéritos.

A prisão de João Batista atendeu a um pedido feito pelo titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações da Polícia Civil (Defa), delegado André Luiz Cunha Pereira, que foi acionado pelo TJES.

A fraude cometida por João Batista, segundo o delegado, consistia em procurar pessoas que têm precatório da trimestralidade para receber do Governo do Estado. Aos credores, João Batista oferecia um valor inferior, mas com garantia rápida de pagamento. Para poder negociar o precatório, o credor conseguia, junto ao Tribunal de Justiça, uma declaração de seu direito.

O Tribunal de Justiça expede o documento, mas declara que ele é meramente informativo e, ainda, acrescenta uma ressalva dando conta da existência de ação declaratória de nulidade tramitando no próprio TJES.

Só que João Batista Prucoli, ao receber a declaração de credores, falsificou o documento, suprimindo dele o último parágrafo, que trazia justamente a ressalva, que é a ação declaratória de nulidade. Desta forma, ele criava a ilusão de exigibilidade do precatório.

Depois de falsificar o documento, João Batista procurou um advogado, com quem tentou negociar o precatório de um de seus clientes. Ele mandou a falsa declaração de recebimento para o correio eletrônico do advogado.

Na quinta-feira (24) passada, o advogado suspeitou da veracidade do documento e procurou o TJES, onde tomou conhecimento que o documento apresentado sofreu adulteração.

Imediatamente, o Gabinete da Presidência do Tribunal de Justiça acionou a Defa. Nesse mesmo dia, o delegado André Cunha, depois de analisar imagens do circuito interno de TV do Palácio da Justiça, identificou o advogado.

“A partir daí, localizamos o advogado e identificamos o sujeito que falsificou o documento. Já na sexta-feira, já estávamos com mandado de prisão e mandado de busca e apreensão do acusado, que foi preso no sábado”, disse André Cunha.

A Gazeta