Apesar do discurso de contenção de despesas, o governo estadual, tentando mascarar o processo seletivo como um concurso, gastou R$1,6 milhão para realização de provas aplicadas pela Escola do Serviço Público do Estado (Esesp) para a contratação de professores e pedagogos da Secretaria de Estado de Educação (Sedu), mas que devido à determinação do Ministério Público (MP-ES) terão que ser reaplicadas devido à irregularidades cometidas.
O deputado estadual Sérgio Mageski tem denunciado o fato e questionado a incongruência na aplicação das provas, no dia 27 de novembro, sendo que o exame não é um concurso público. Ele também voltou a lembrar que, em um momento em que o governo faz cortes lineares, realiza aporte de R$ 600 mil para a prova, ao mesmo tempo em que a Esesp já havia arrecadado mais de R$ 1 milhão em inscrições dos candidatos.
Ele questionou, também, de onde sairá a verba para as novas provas, já que o governo insiste em alegar que não há dinheiro. “O governo poderia ter evitado o desgaste se não tivesse feito a prova”, disse Majeski.
Além do problema na escola da Serra – as provas dos candidatos não chegaram e eles não puderam participar do processo seletivo –, houve relatos de atrasos em outras escolas da Grande Vitória. Enquanto professores terminavam de fazer a prova em Vila Velha, em escolas de Cariacica e da Serra as provas não haviam começado e os professores se comunicavam por celular, quando o edital diz que é proibido o uso do aparelho nos locais de prova.
O Sindicato entende que é preciso que os responsáveis pela coordenação do processo seletivo sejam devidamente penalizados ressarcindo aos cofres públicos os valores dos prejuízos, visto à necessidade de reaplicar as provas devido às irregularidades. O Sindipúblicos também defende que o Estado realize um amplo concurso público para preenchimentos das vagas na educação, conforme determina a legislação, que tem sido descumprida pelo governo Hartung