

O Sindipúblicos esteve presente junto aos demais segmentos de trabalhadores e trabalhadoras capixabas no dia internacional de luta da classe, neste 1° de maio (segunda-feira), em defesa de “Emprego, Direitos, Renda e Democracia”. O ato convocado pelas centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e organizações políticas aconteceu na Praça José Luiz Gobbi, em Portal do Príncipe, Vitória, das 8h às 13h, em torno
Diversos setores da população se mobilizaram em torno de 15 pautas prioritárias. Salário mínimo digno, trabalho para todas as pessoas, extensão dos direitos trabalhistas a categorias invisibilizadas como os trabalhadores de aplicativo e valorização dos servidores e servidoras foram algumas das reivindicações apresentadas.
O presidente do Sindipúblicos Iran Caetano se pronunciou na ocasião fazendo referência aos 80 anos que se completam da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que garante os direitos básicos dos trabalhadores e apontou os desafios enfrentados no mundo contemporâneo.
“É preciso que o trabalhador e a trabalhadora estejam no centro do debate do desenvolvimento social desse estado e do Brasil. Não haverá desenvolvimento justo e equilibrado sem a inclusão da classe trabalhadora nesse processo, que é quem gera a riqueza neste país. Ouvimos ontem [30 de abril] o presidente Lula anunciar o aumento real do salário mínimo que estava congelado há mais de seis anos e a revisão da tabela do Imposto de Renda como o primeiro sinal de que os trabalhadores terão suas agenda como prioridade pelo governo federal. Nós trabalhadores do setor público do Espírito Santo, estamos em discussão com o governo Casagrande sobre a necessidade de concurso público e de uma política de valorização e recomposição das perdas salariais que ultrapassam 50% somente nos últimos 20 anos. Nossas leis trabalhistas estavam sendo devastadas direito por direito nos últimos governos, sofremos uma série de ataques como a Reforma Trabalhista, a reforma Previdenciária e por fim uma tentativa de Reforma Administrativa, que visava mudar toda a estrutura do serviço público para transformá-lo em um grande cabide de empregos. Graças à unidade da classe trabalhadora junto com as centrais conseguimos barrar esse projeto. E com a eleição do governo Lula finalmente tivemos a reforma administrativa enterrada nesse país”, salientou Iran.
Conheça as 15 pautas prioritárias reivindicadas na manifestação deste 1° de maio:
Valorização do salário mínimo
A Política de Valorização do Salário Mínimo tem impacto positivo direto no bolso do trabalhador, na economia do país, melhorando também o poder de compra dos aposentados e pensionistas da previdência social. Quando a população ganha mais, consome mais e a indústria e o campo produzem mais, gerando mais empregos.
Fim dos juros extorsivos
Juros altos só trazem dívida ao trabalhador e beneficiam os bancos. Com os juros mais baixos o endividamento das famílias diminui e com menos dívidas o brasileiro consome mais e melhor. Por sua vez, mais consumo gera mais produção e mais empregos.
Fortalecimento da Negociação Coletiva
Direito fundamental no trabalho, a negociação coletiva cria regras da relação entre trabalhadores e patrões. Sindicatos fortes resultam em acordos coletivos fortes.
Mais empregos e renda
Somente com emprego de qualidade, a renda do trabalhador melhora e o país cresce. Mais de 12 milhões de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros não têm carteira assinada, 40 milhões estão na informalidade.
Direitos para todos
A luta das Centrais é por toda a classe trabalhadora, sindicalizada ou não. Trabalho decente e empregos de qualidade para todos os brasileiros e brasileiras garantem uma sociedade mais igual e mais justa, democrática e soberana.
Convenção 156 OIT
Pela igualdade de oportunidades e tratamento para mulheres e homens trabalhadores que se desdobram entre trabalho e família. As mulheres sofrem mais com o desemprego que os homens porque acumulam mais jornadas, engravidam, cuidam dos filhos e são demitidas por isso. Por isso, essa situação precisa mudar.
Trabalho igual, salário igual
Mulheres ganham até 30% menos do que os homens na mesma função. Essa disparidade acontece mesmo quando trabalhadoras e trabalhadores têm a mesma escolaridade, mesma idade e mesma cargo.
Aposentadoria digna
As Centrais Sindicais propõem uma série de medidas para melhorar a qualidade do atendimento a aposentados e pensionistas da Previdência Social.
Valorização do servidor e da servidora público
A servidora e o servidor público estão na linha de frente de serviços indispensáveis ao povo brasileiro, respeitar esses trabalhadores e garantir condições dignas também é um ato de valorização dos serviços públicos que atendem a população.
Regulamentação do trabalho por aplicativos
Trabalhadores e trabalhadoras por aplicativos não têm nenhum direito trabalhista nem previdenciário. A luta das Centrais Sindicais conquistou espaço de diálogo e negociação entre trabalhadores(as), empresas e governo, para regular as relações de trabalho nas empresas que oferecem serviços de entrega e condução por aplicativos.
Em defesa das empresas públicas
Governos passados venderam empresas públicas e o povo pagou a conta. Toda vez que o Brasil cresceu foi impulsionado pelas empresas públicas e estatais. Por isso, as Centrais Sindicais são contra as privatizações, que o governo passado fez, vendendo o patrimônio público a troco de banana.
Revogação dos marcos regressivos da legislação trabalhista
A reforma trabalhista de 2017 levou ao aumento da precarização, do bico, do desemprego. Foi boa para os empregadores, mas causou um retrocesso, com mais informalidade, desemprego, precarização e terceirização do trabalhador e da trabalhadora e, portanto, menos direitos.
Fortalecimento da democracia
Derrotamos quem ameaçava nossa democracia, agora é fortalecer essa luta. Começamos a mudar essa história com a vitória de 2022, mas precisamos de mobilização e pressão popular para avançar nas pautas de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras e defender a democracia..
Revogação do “Novo” Ensino Médio
Porque desqualifica e prejudica os alunos, esvazia e rebaixa a qualidade de ensino. A unidade entre estudantes, professores, pais e mães e trabalhadores e trabalhadoras dos vários segmentos da sociedade é essencial para derrotar essa proposta que cria uma escola sem conteúdo com prejuízos aos alunos.
Desenvolvimento sustentável com geração de empregos de qualidade
Crescer e gerar empregos, respeitando o Planeta. Em defesa do desenvolvimento produtivo do país com o fortalecimento da indústria nacional e da agricultura de forma sustentável.
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Fortaleça sua Entidade Sindical. Filie-se ao Sindipúblicos!
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