


Após um ano do movimento reivindicatório de valorização profissional e melhores condições de trabalho, os militares continuam sendo perseguidos pelo governo Hartung. Recentemente toda a diretoria da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo (ACS-ES) está sendo indiciada por denunciar no site da entidade os problemas que a categoria continua vivenciando.
Além da diretoria, o Comando da PM-ES, por meio da Corregedoria, está intimando até mesmo a jornalista que produz as reportagens.
Em matéria publicada no Século Diário, o presidente da ACS-ES explicou “que foi ouvido em dois Inquéritos Policiais Militares. Um deles por matérias publicadas no site da associação. Outro, por manifestação na imprensa. Afirmou que não cometeu nenhum ato ilegal. Ao contrário. Lembrou que a gestão do site da ACS-ES é feito por profissional jornalista. A profissional contratada tem o compromisso de aplicar a ética jornalística e de cumprir as finalidades estatutárias da entidade. O que vem ocorrendo”.
A ACS-ES assinala que “não permite que seus canais oficiais de comunicação sejam usados para outro fim que não seja a busca do interesse dos profissionais que a entidade representa. Sempre que uma denúncia é publicada, alguém ganha e alguém perde, são consequências normais da divulgação de fatos verdadeiros, mas na cabeça do governo quem tem que perder sempre são os Policiais Militares. O jornalismo é feito com fontes de informação. O jornalista não é pago para saber. É pago para descobrir. A “independência” é o maior valor de um jornalista”, ensina.
A diretoria da Associação questiona: “Não se pode mais expressar opiniões em suas páginas pessoais a respeito de qualquer reportagem? Os diretores não podem compartilhar uma informação verídica que se tornarão alvo de inquéritos?”.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Espírito Santo e a Federação Nacional dos Jornalistas “avaliam a intimação da jornalista como uma total afronta à liberdade de imprensa, visto que a profissional apenas colocou em suas reportagens o que apurou, ouvindo diversas fontes, retratando a situação vivenciada pelas mesmas, conforme determina o Código de Ética da categoria e os preceitos da profissão”.
O Sindipúblicos lamenta que até o momento os policiais militares, bem como todos os demais servidores públicos, continuem sem serem valorizados ou sem terem sequer respeitados os direitos constitucionais, como é o caso da recomposição da inflação dos últimos 4 anos. Ao invés de administrar o Estado, o atual governo se prende a retaliações aos servidores públicos. O Estado do Espírito Santo merece um gestor de verdade que não é o caso do atual governo.
Fonte: ACS/Século Diário/Sindijornalistas