

Um dado divulgado pelo Instituto Jones (IJSN) sobre o crescimento do PIB capixaba chamou atenção. O crescimento do PIB do Espírito Santo foi de 3,7%, acima dos 2,9% nacionais.
No entanto, esse crescimento poderia ter sido ainda maior, já que o IJSN também registrou uma redução de 4% no setor de serviços entre janeiro e março de 2024. Isso é um dos reflexos da política do Governo Casagrande fazer caixa e não investir no servidor, prejudicando diretamente a economia capixaba.
Sem dinheiro, os mais de 90 mil servidores, uma parcela considerável da população capixaba, deixa de consumir nos comércios e serviços locais.
São milhares de famílias que ano após ano vêem sua renda sendo diminuída com a política do governo estadual que sequer garante a inflação. Isso impacta negativamente a economia capixaba.
Um dos motivos para redução do consumo dos capixabas é que apesar do superávit ter alcançado R$ 9 bilhões, o governo Casagrande preferiu reduzir o investimento no servidor, caindo de 38,29% para 37,8% referente a receita o que impactou diretamente no setor de serviços e também no varejo.
Esses dados do PIB só reforçam a capacidade financeira do governo Casagrande garantir os 14,38% de recomposição inflacionária e não apenas 4,5%.
“Queremos dialogar e chegar a um acordo que possa reverter essa política de arrocho contra o servidor público. Somos nós que fazemos o crescimento do Estado e não temos valorização. Chega de desvalorização. Todos os dados só demonstram crescimento e desenvolvimento e o governo concede um dos piores reajustes que já tivemos” cobra Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos.
A diretora de assuntos jurídicos, Renata Setúbal, ainda destaca a importância do Estado em honrar a dívida histórica dos precatórios da Trimestralidade. “Não há nenhuma justificativa para não pagar os Precatórios da Trimestralidade. Esse valor irá para o comércio e retornará para o próprio Estado. Falta sensibilidade e respeito do governo para quitar essa dívida, mas estamos atuando para a Justiça determinar o pagamento deste verdadeiro calote dado aos servidores que à época receberam os salários menores que o devido”.
*Gastos de pessoal passou de 38,29% do primeiro quadrimestre de 2023 para 37,82% no mesmo período este ano.