Nota de Repúdio à Gestão Arnaldinho Borgo, à GMVV e em solidariedade à Evani Baiana / Sindilimpe

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A diretoria do Sindipúblicos repudia, com veemência, a atuação truculenta da gestão Arnaldinho Borgo (PSDB) e da Guarda Municipal de Vila Velha contra trabalhadores em protesto na manhã desta segunda-feira, 11 de maio de 2026.

“As trabalhadoras e os trabalhadores representados pelo Sindilimpe-ES estão nas ruas por uma causa justa e legítima: o atraso no pagamento por parte da empreiteira contratada pela Prefeitura de Vila Velha. Não se trata de confronto, nem de desordem, trata-se de homens e mulheres que trabalharam, cumpriram sua parte e não receberam. A Prefeitura tem obrigação de fazer cumprir os contratos que assina. Omitir-se diante do descumprimento do contratado é ser conivente com o calote aos trabalhadores.” esclarece a CUT.

É inadmissível que, em pleno exercício do direito constitucional de manifestação, a presidenta do Sindilimpe-ES, Evani Baiana, tenha sido presa de forma desnecessária e desproporcional durante ato em defesa da reintegração dos trabalhadores demitidos após a greve do dia 10 de abril.

Os profissionais terceirizados do município vêm sofrendo constantes atrasos salariais, o que levou à realização de protestos e greves como forma legítima de reivindicar o pagamento dos seus direitos. Em vez de resolver efetivamente a situação, a gestão municipal tem respondido com repressão. No ato desta segunda, trabalhadores foram alvo de apontamento de armas, uso de gás lacrimogêneo e de barras de borracha, o que resultou em feridos. 

Tratar quem luta por salário em dia e por dignidade com violência é um ataque direto à democracia e à liberdade sindical. A prisão de Evani Baiana não intimida a classe trabalhadora, apenas escancara a intolerância da atual gestão com quem cobra direitos que vêm sendo desrespeitados.

Manifestamos total solidariedade aos trabalhadores demitidos, aos terceirizados que sofrem com os atrasos e à direção do Sindilimpe-ES. Exigimos a imediata liberação de Evani Baiana, o fim da criminalização dos movimentos sociais, a apuração do uso desproporcional da força pela Guarda Municipal e a reintegração dos trabalhadores demitidos injustamente. 

Lutar não é crime. Demitir quem faz greve, atrasar salário e responder com gás, borracha e arma a quem protesta é.

 

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 Foto: Divulgação