
Diferente do que foi noticiado pela imprensa, esclareceremos que os membros da Diretoria Executiva do Sindipúblicos entendem que o abono salarial “natalino” concedido pelo Estado nos últimos anos, significa apenas um tímido aceno de reconhecimento da necessidade de valorização dos servidores estaduais, bem distante de suprir as dívidas sociais que o poder público tem para com esses trabalhadores. A começar pelo auxílio-alimentação, cujo valor irrisório está congelado há 17 anos em R$ 176,00 (bem menor que nos outros poderes), passando pela falta de condições de trabalho, regulamentação de direitos assegurados no Regime Jurídico Único e uma política eficaz para aqueles que são responsáveis pelo desenvolvimento dos serviços públicos.
O descaso de sucessivos governos para com as reivindicações do funcionalismo é mais que sério, não cabendo como contra ponto qualquer expressão de ironia estadual. Por outro lado, o abono concedido a cada final de ano nada mais é que uma prova de que sempre há recursos para, no mínimo, repor as perdas salariais integralmente, entretanto utilizam como artifício de “benevolência” e manipulação da opinião pública.
Outro aspecto a ressaltar é que para alguns servidores o abono é maléfico, uma vez que ultrapassa o teto da tabela do Imposto de Renda. Ou seja, dá-se com uma mão e tira com a outra, pois o que é recolhido na fonte fica para o próprio Estado.
Os membros da Diretoria Executiva do Sindipúblicos reafirmam seu compromisso com os interesses das categorias representadas, exigindo do Poder Executivo a estruturação das carreiras públicas com salários dignos, concursos públicos, pagamento e reajuste do auxílio-alimentação e regulamentação dos demais benefícios indenizatórios, qualidade de vida a partir das condições de trabalho, pilares básicos para o reconhecimento do servidor público como fundamental para a boa prestação de serviço público.