“Não estamos na agenda do governo”, aponta presidente do Sindipúblicos em AGE com o quadro permanente da Seger sobre a reestruturação de carreiras do governo estadual

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O Sindipúblicos esteve reunido nesta segunda-feira (18), às 13h, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com os servidores públicos do quadro permanente da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) para discutir os impactos da reestruturação das carreiras do funcionalismo público estadual. A reunião foi convocada com objetivo de organizar a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras que não foram contemplados pelo projeto.

Para o presidente do Sindipúblicos Iran Caetano, o plano de carreiras elaborado pela Seger sem a participação dos servidores corrobora com a tendência de desvalorização do funcionalismo público.

“Não estamos na agenda do governo, seja federal, seja estadual. Estamos sendo tratados como um custo, um déficit. Para o estado, não são pessoas trabalhadoras que contribuíram com uma vida dedicada ao serviço público, são números negativos, um estorvo. E nós precisamos reagir a essa sorte de situações”, considera.

A Diretora de Secretaria Geral Silvia Sardenberg evidenciou o interesse do Sindipúblicos na cooperação das categorias que compõem a base do sindicato, a partir da eleição de delegados de base e congressuais, além da construção de comissões para defender os interesses dos servidores junto ao governo estadual. Ela também reforçou a importância de nomear delegados da ativa que representarão os servidores do quadro permanente ainda em atuação.

“É fundamental que os servidores aposentados e da ativa estejam com a gente nessa construção dessa luta. Os delegados de base participam das decisões do sindicato e compõem a diretoria plena. Já os delegados congressuais colaboram na elaboração da pauta de lutas que construímos no momento do congresso e após o evento encerram sua função, enquanto os de base permanecem durante os três anos de mandato” explicou Silvia.

Está agendada uma nova assembleia com os servidores do quadro permanente da Seger dentro de duas semanas, no dia 4 de maio (quarta-feira), às 9h30, com segunda chamada às 10h. Uma proposta de tabela de remuneração será deliberada e ocorrerá eleição de delegados congressuais e delegados sindicais. Em seguida, acontece um ato de entrega do documento da reivindicação na Seger, com extensão da passeata até o Palácio Anchieta.

Os participantes elegeram uma comissão no intuito de colaborar na construção da luta dos servidores, composta pelas servidoras aposentadas Maria do Socorro, da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social (Setades); Nair Lúcia da Rocha, da Secretaria de Educação (Sedu); Leia Freitas, da Secretaria da Fazenda (Sefaz); Vania Chiabai (Seger) e Célia Gandini Carneiro, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Segundo o Diretor de Organização, Saúde, Previdência e Aposentados do Sindipúblicos Luís Tupinambá, será fundamental a representação de base e o engajamento constante tanto dos servidores ativos quanto dos aposentados para avançar nas questões que afetam as categorias e mostrar o comprometimento dos servidores com a defesa da democracia cidadã.

“Precisamos do Sindipúblicos sendo efetivamente um sindicato de classe para poder fazer um movimento social e cumprir o nosso papel dentro das instituições. Porque o que estão desmontando não é somente o nosso salário, são as instituições. A vacância é o desmonte da instituição, então precisamos muito debater isso aqui”, reflete Luís.

O presidente Iran Caetano endossou a necessidade de compor uma mesa de negociação, tendo em vista o cumprimento do princípio da isonomia na administração pública para corrigir as distorções de remuneração entre as carreiras de servidores públicos.

“A proposta da Seger é excludente, então é momento de se organizar politicamente, fazer movimento, ajudar o sindicato e cobrar ao menos a recomposição das perdas inflacionárias. Por que deixar de fora uma categoria e a outra você contempla? É uma decisão política do governo e cabe a nós fazermos a crítica e mostrar nossa indignação, porque não faz sentido algumas carreiras terem 32%, 40% de aumento e outras ficarem com 6%, que dentro de seis meses já fica corroída a inflação. Não cobre nem o ano”, aponta Iran.