Mobilização Nacional em Defesa da Soberania neste 1º de Agosto

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Movimentos sociais, sindicatos e organizações populares se articulam em todo o Brasil para ocupar as ruas nesta sexta-feira, 1º de agosto, em uma grande jornada de luta em defesa da soberania nacional e dos direitos do povo brasileiro. A iniciativa, que conta com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de diversas frentes sociais, é uma resposta às investidas internacionais sobre a economia e a autonomia política brasileira.

Em Vitória (ES), o destaque é o ato público na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com a leitura da Carta em Defesa da Soberania Nacional marcada para às 17h, em frente ao Teatro Universitário. O evento é promovido pelo Diretório Central dos Estudantes e conta com o apoio de entidades como o Sindipúblicos, que reforça a importância da participação na mobilização. Para o sindicato, defender a soberania é também defender os serviços públicos e valorizar os servidores, pilares essenciais para a construção de um Estado democrático e justo.

A mobilização é uma resposta à chantagem tarifária de Trump sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, em defesa aos Bolsonaros, proposta que deve entrar em vigor no dia 6 de agosto, com graves impactos sobre a economia nacional e o emprego.

Os atos são também um posicionamento contra o imperialismo e os interesses estrangeiros que ameaçam a soberania nacional, como destacou o presidente da CUT, Sérgio Nobre, durante evento realizado na USP: “Viva o Brasil democrático e soberano. Viva a classe trabalhadora!”

Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte, Manaus, Recife e Florianópolis terão manifestações organizadas em frente a consulados e espaços públicos de grande circulação.

Entre as pautas defendidas pelos manifestantes estão:

– Fim da escala 6×1

– Isenção do imposto de renda para até R$ 5 mil

– Taxação dos super-ricos

– Redução da jornada de trabalho

– Rejeição ao PL da devastação ambiental

– Combate à pejotização irrestrita

– Denúncia do genocídio em Gaza

Mais do que um ato simbólico, a manifestação do 1º de agosto é um chamado à construção coletiva de um Brasil soberano, com serviços públicos fortalecidos e respeito à dignidade da classe trabalhadora.

 

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Texto Douglas Dantas Foto: Divulgação