A todo momento o governador Casagrande tenta se descolar do seu antecessor Paulo Hartung. Porém, na prática, os servidores e a sociedade não vêm diferença, pelo contrário, cada vez mais as semelhanças se aproximam.
Depois de não garantir a recomposição inflacionária conforme prometido em campanha e ter negado uma mesa de negociação permanente junto aos servidores, pelo segundo ano, o governo Casagrande mantém o decreto de contenção de despesas limitando investimentos com a valorização de pessoal travando ainda mais a economia.
Publicado no último dia 20, no Diário Oficial, o decreto 4580-R “estabelece medidas de contingenciamento e racionalização de gastos do Poder Executivo Estadual no ano de 2020”. No Decreto, o governo suspende a abertura e realização de concurso público; a criação e implantação de Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração entre outras suspensões. Ainda restringe que as despesas correntes de custeio como energia elétrica; combustível e água seja igual ao de 2019, ignorando que as próprias concessionárias, conforme autorização do próprio governo, reajustaram as tarifas.
Apesar de conter despesas até com a qualificação dos servidores; impedidos de participarem de cursos, seminários e congressos; o Decreto libera o governo continuar realizando eventos para o executivo, que em sua maioria serve de palanque político nas cidades durante inaugurações, muitas vezes, sem nenhuma necessidade da presença do governador Casagrande.
Com isso, mais uma vez os servidores são prejudicados pela política fiscal que ataca diretamente os trabalhadores inibindo investimentos em valorização profissional travando a economia e prejudicando a qualidade dos serviços públicos que já estão sucateados mediante há manutenção há anos de decretos como o atual.