Mais um ato contraditório do governador Casagrande! Diferente do seu discurso negativo ao funcionalismo público, dizendo que não poderia conceder sequer o índice inflacionário de reposição salarial para não comprometer as contas do Estado, o chefe do executivo estadual autorizou no último dia 15 de maio, a abertura de crédito suplementar para o Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Serão acrescidos R$ 60,45 milhões ao orçamento destinado ao Poder Judiciário, que já superava a casa de R$ 1 bilhão para este ano.
No entanto, todo este astronômico valor parece não conseguir atender à faminta “justiça” que sempre está a reclamar de recursos, verbas e pessoal, tentando justificar a sua já conhecida morosidade e omissão nos julgamentos de interesse sociais, mas ágil na divulgação de sentenças criminalizando greves e movimentos sociais.
De acordo com levantamento do jornal on-line Século Diário, o TJES e o Ministério Público Estadual (MPES) – dois órgãos ligados ao Judiciário – devem custar cerca de R$ 4 milhões por dia aos cofres públicos estaduais em 2014. A maior parte dos recursos (quase 75%) é apenas para custear o pagamento de pessoal – membros e servidores – das duas instituições, num total de R$ 2,77 milhões diários. Ao todo, os orçamentos do Judiciário e do MPES devem consumir cerca de R$ 1,36 bilhão em recursos públicos.
Tanto os magistrados quanto os membros do Ministério Público deveriam honrar junto à sociedade, e aos colegas servidores públicos, cada centavo desse valor investido em suas instituições, mas na prática, vemos uma Justiça com uma balança muitas vezes desequilibrada e um MP que mais parece um grande arquivo público, engavetando denúncias, favorecendo apadrinhados políticos e grandes empresários.
É preciso que a sociedade exija o retorno dos valores investidos, garantindo que a Justiça seja realmente sem privilégios, fazendo com que os direitos sejam respeitados!
Com informações do Século Diário