Diante ao caos instalado pela atual direção do IPAJM e do governo Hartung, os servidores não tem outra alternativa a não ser iniciarem uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, 13 de setembro.
Os servidores reivindicam a implantação do Plano de Cargos e Salários, aumento de 40% para 50% a extensão da carga horária e a construção da nova sede, para eliminar o gasto em aluguéis, que já ultrapassou R$3 milhões, enquanto a sede própria do Instituto na Avenida Vitória continua abandonada.
No entanto, o governo sequer define a data de implantação do Plano de Cargos e Salários, mesmo sendo o IPAJM, uma das únicas categorias que ainda não foram contempladas na última revisão dos planos de carreiras do Estado ocorrida em 2014. O Instituto também não tem previsão da construção de nova sede e continua sem realizar a transferência da Perícia para a atual sede, gastando assim desnecessariamente R$11 mil mensais em aluguel enquanto possui espaços vazios na sede da Cesar Hilal, que também está alugada por R$105 mil.
Além disso, os servidores denunciam que já são dois anos de congelamento salarial; dez anos com reajustes abaixo da inflação, gerando uma perda salarial superior à 80%.
Há informações recentes de que a diretoria do IPAJM está ameaçando os servidores com exonerações para aqueles que ocupam cargos em comissão, caso apoiem o movimento grevista.
Em respeito às determinações legais, o Sindicato garantirá que 30% dos servidores permanecerão em atividade durante a greve. O Sindipúblicos recomenda que os segurados, antes de irem ao Instituto, busquem informações sobre o atendimento durante os dias de greve pelo telefone 0800 283 6640
Ameaças
Em total desrespeito e descumprindo as legislações trabalhistas que garantem a participação de movimento grevista e atividades sindicais sem nenhum prejuízo, o presidente interino, Paulo Renato, diretor administrativo e financeiro, convocou uma reunião com os cargos em comissão ameaçando-os servidores que caso participassem da greve, iriam ser exonerados ou perder suas gratificações. Essa postura é prática antissindical e será devidamente denunciada aos organismos de controle internos e externos como a OEA.