Herkenhoff: queda de braço derruba secretário de segurança

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Durante os meses que Herkenhoff esteve à frente da Secretaria de Segurança do Espírito Santo, para a população, praticamente nada mudou, com altos índices de roubos, assaltos e homicídios.
Em contrapartida, sua gestão à frente da Sesp, começou a desarticular diversos esquemas de corrupção. Para isso, fortaleceu as Polícias Civil e Militar, carentes de efetivo, por meio de concursos nas duas instituições. Também houve a valorização dos profissionais da segurança pública, colocando em prática a política de promoções de policiais civis e militares.
Os fatos parecem demonstrar que esse mesmo secretário, agora considerado ineficiente por alguns, enfrentou a classe política, além de servidores e empresários acusados por supostas práticas de corrupção, ao dar ao Núcleo de Repressões às Organizações Criminosas (Nuroc), da Polícia Civil, autonomia e estrutura suficiente para investigar crimes contra o Poder Público.
Um dos exemplos é a Operação Pixote. Desencadeada pela Polícia Civil, a presidente do Iases, Silvana Gallina, foi presa e o secretário de Justiça, Ângelo Roncali, indiciado criminalmente e denunciado pelo Ministério Público, foi “convidado” a sair.

Já no início da gestão de Herkenhoff, o Nuroc desvendou esquema de corrupção na Prefeitura de Fundão. Prefeitos, vice, secretários municipais e vereadores foram presos.

Herkenhoff ainda permitiu que a Polícia Civil deflagrasse a Operação Derrama, que prendeu dez ex-prefeitos acusados de corrupção. Dentre eles, Norma Ayub, mulher do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), pai do senador Ricardo Ferraço – que foi vice-governador de Paulo Hartung.
O destino poderia ter sido diferente? Agora, já sem Herkenhoff atrapalhando a gestão da Segurança Pública, tudo volta para as gavetas e será esquecido. Essa foi a atitude do procurador geral de Justiça, Eder Pontes, que anunciou o arquivamento do inquérito feito pelo Nuroc em relação a cinco importantes investigados na Operação Derrama. Dentre eles, o próprio Theodorico Ferraço. Diante dessas “coincidências”, quem sabe outra operação poderia surgir com o nome sugestivo de “moeda de troca 2, o retorno”.
Agora resta a sociedade torcer para que o “governo” deixe o novo Secretário de Segurança, André Garcia, trabalhar. E que a atuação não se concentre apenas no ladrão de galinha, mas também no pior e mais vil dos criminosos, que são aqueles que desviam verbas públicas que seriam investidas na saúde, em hospitais etc, ou aquelas que deveriam ir para a educação, evitando que aqueles que não têm condições financeiras sejam condenados à ignorância e a subvida, que leva muitas vezes à criminalidade e morte, ou seja, que continue o político corrupto sendo investigado e preso.

Com informações do site do Sindelpo.