Hartung é intimado pela Lava Jato e depõe sobre recebimento de propinas

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Conforme divulgado nesta sexta-feira, 21 de junho, o governador Hartung foi intimado pela Polícia Federal e prestou depoimento na Delegacia de Combate ao Crime Organizado, em Brasília quanto ao seu envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

O interrogatório foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e ocorreu, em sigilo, no primeiro semestre deste ano. O depoimento foi motivado a partir do Inquérito 4141, que corre em segredo de Justiça e investiga, entre outros crimes, propinas pagas pela construtora OAS.

Como o fato envolvendo Hartung surgiu em meio ao inquérito que apura pagamento de propinas a políticos, o STF deferiu pedido da PF para intimar o governador a dar sua versão sobre as circunstâncias relativas à doação — a maior recebida por ele na campanha de 2014.

As investigações trouxeram à tona vários casos suspeitos, que também passaram a ser apurados, entre eles, o do governador capixaba. Na campanha de 2014, Hartung recebeu R$ 800 mil da OAS por meio do Diretório Nacional do partido — o que consta na declaração dele à Justiça Eleitoral.

No acordo de delação homologado pelo STF, o ex-presidente da Construtora Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva usa o termo de ‘baianinho’ para identificar o governador do Espírito Santo, Paulo César Hartung, revelando que esse recebeu R$ 1 milhão de reais da empreiteira durante as campanhas eleitorais de 2010 e 2012. Segundo o delator, os “pagamentos indevidos” foram realizados em parcelas nos meses de setembro de 2010 e setembro de 2012. No Espírito Santo, além de Hartung, o senador Ricardo Ferraço também foi delatado por ter recebido 400 mil via Caixa dois.

O depoimento de Hartung não foi divulgado pela Justiça por força do sigilo decretado no caso.

O Sindipúblicos espera que os fatos sejam devidamente apurados e os valores que tenham sido recebidos indevidamente retornado aos cofres públicos e os agentes políticos envolvidos devidamente punidos conforme determina a legislação sendo afastado de seus cargos e perdendo seus direitos políticos.

 

Fonte: Coluna Lauro Jardim / O Globo