Governo se cala sobre reajuste ao funcionalismo estadual

Apenas dois deputados federais capixabas votam a favor dos trabalhadores
10 de abril de 2015
Terceirização: o risco da Constituição de 1988 não valer para os trabalhadores
12 de abril de 2015

DSC_1546Desde os primeiros dias de governo, o Sindipúblicos protocolou junto à Casa Civil a pauta de reivindicações da categoria. Nessa está o pedido de reajuste anual que possa, no mínimo, recompor  a perda inflacionária.

Após esse ofício, o Sindipúblicos tem cobrado do governo estadual o atendimento a abertura do diálogo com o funcionalismo público. Os interlocutores que nos receberam até o momento apenas sinalizam o início deste diálogo, mas todos eles se calam quando questionados sobre o reajuste anual.

O Sindipúblicos repudia esse silêncio do governo estadual, que revela a falta de respeito com o funcionalismo público, e cobra que o governo crie o Fórum Permanente de Interlocução com os servidores conforme previsto na Lei 046, para que possa discutir as demandas do funcionalismo público estadual.

Diante disso, o Sindicato irá convocar assembleias setorias e uma Assembleia Geral Extraordinária para junto com a categoria definir as ações a serem tomadas.

Perdas Salariais

Considerando o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), os salários dos servidores públicos estaduais tiveram uma perda de 70,21% desde 2002.

Só nos últimos doze meses, a inflação já comeu mais de 6,53% do poder de compra dos trabalhadores, se somados ao congelamento do auxílio alimentação, que desde 1997 não é reajustado, o empobrecimento da categoria no Estado ainda é maior.

Esses dados são agravados pela falta de uma data base somados aos reajustes abaixo da inflação concedidos pelo governo estadual nos últimos anos, fatores que só comprovam que falta uma política de valorização profissional da categoria.

Auxilio Alimentação

O auxílio alimentação dos servidores estaduais teria que ser no valor de R$ 550 para os servidores que atuam por 6 horas e R$734 para 8 horas diárias, já que a inflação acumulada desde 1997, quando foi estabelecido o benefício, já acumula 317% baseado no IGPM.