ES já arrecadou R$7,8 bi, tem superávit de R$447 milhões e folha está abaixo dos limites da LRF

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SefazLevantamento realizado por consultoria econômica independente, detectou que o governo estadual já arrecadou mais de R$7,8 bilhões apenas até maio deste ano e está com um superávit de R$ 447 milhões, valores esses que tentam esconder e utilizar dados ainda de 2014 para justificar a política de cortes ao funcionalismo público e à sociedade.

Os números reais e atuais do mês corrente, revela ainda que o Estado está muito abaixo dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Atualmente, a folha de pagamento chega a no máximo 44,4%, bem abaixo dos 49% que é o limite máximo estabelecido pela LRF.

Além disso, se o governo manter o mesmo ritmo de arrecadação desses primeiros meses de 2015, o orçamento encerrará o ano acima de 18 bilhões de reais, valor superior aos R$16 bilhões previstos pelo governo atual.

Nota-se ainda que, caso o governo invista efetivamente numa política de combate à sonegação e renúncias fiscais, esses valores podem ainda ser maiores. Segundo levantamento da própria Sefaz, o governo tem a receber R$4,3 bilhões que foram sonegados.

Todos esses dados revelam que não se justifica a falta de investimento no funcionalismo público com ameaças de demissões e não concessão da recomposição salarial. Caso o governo continue a insistir nessa tese, comprovaria além da total ineficiência de sua equipe fiscal e econômica, a submissão do governo ao grande empresariado.

Já prevendo a permanência do discurso da crise, e a falta de um diálogo junto aos servidores, os sindicatos participantes do Fórum das Entidades do Serviço Público-ES (Fespes) estarão em breve convocando todo o funcionalismo público estadual para uma assembleia geral unificada onde serão definidas as ações a serem encaminhadas, com possibilidade de paralisações e até mesmo uma greve geral.

Fespes

Na manhã desta quinta-feira, 18 de junho, novas entidades se uniram ao Fespes, tendo praticamente todas as categorias do funcionalismo público estadual sendo representadas. A unificação da luta é devido ao discurso e falta de diálogo ter se mantido junto a todas as categorias, com cortes que só agravam a precariedade do serviço público prestado a população.