Governo Casagrande não sabe quantos servidores morreram de Covid. No país, mortes no setor aumentaram em 100%

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Conforme pesquisa divulgada pelo DIEESE, as mortes no serviço público tiveram um aumento de 100% entre o primeiro trimestre 2020, quando iniciou a pandemia e ate o primeiro trimestre de 2021.

Ao todo foram registrados 1817 mortes de servidores no mesmo período. Mas este número pode ser ainda muito maior, visto que o DIEESE só contabiliza profissionais celetistas.

Entre todas as atividades econômicas, a que apresentou maior crescimento no número de desligamentos por morte foram educação, com 106,7%. Durante um ano de pandemia, 3139 profissionais da educação perderam suas vidas.

Espírito Santo

O Sindipúblicos buscou a Seger para apurar os dados dos servidores contaminados e mortos no mesmo período da pesquisa.

Conforme nota “no período de 01/03/2020 a 31/03/2021, 9.675 servidores do Executivo Estadual foram diagnosticados com Covid-19. Desse total, 1.430 eram profissionais da Educação.”

No entanto, mesmo após mais de um ano de pandemia, o Governo Casagrande insiste em esconder os dados quanto a quantidade de servidores mortos.

Questionados sobre a quantidade de mortos, a nota detalha que “o sistema de Recursos Humanos registra o falecimento do servidor, sem apontar o motivo. Por isso, não é possível informar quantas mortes foram causadas por essa doença”.

Além disso, até o momento o painel Covid-19 não dispõe desses dados, deixando assim a dúvida sobre a segurança do retorno às aulas e às atividades presenciais no serviço público.

“A resposta da Seger revela o descaso do Governo Casagrande com seus servidores. É inaceitável não terem o controle de como a doença está atingindo os servidores. Fica então a dúvida, todas as medidas implantadas no serviço público seria em cima de achismos? Se sequer eles dizem ter o controle de quantos faleceram por Covid-19, como ter segurança em retornar atividades presenciais?” comenta Tadeu Guerzet, presidente do Sindipúblicos.