
Os servidores do Iases tem sofrido intimidação, com ameaças inclusive de demissão e rescisão de contrato na Unidade Metropolitana de Internação Socioeducativa (Unimetro).
A situação iniciou após o juizado de infância e juventude ter ido à Unidade a pedido dos socioeducandos e agravado com a visita do Sindipúblicos ao local onde foi detectado inúmeros problemas gerenciais e de instalações, que gerou o envio de ofício à Autarquia solicitando que fossem adotadas as providências cabíveis.
Depois dessas visitas, os servidores têm sido submetidos a interrogatórios do Núcleo de Inteligência do Iases e revelam ainda que a gerência do Instituto afirmou, em reunião, que caso ocorram rebeliões, eles serão os únicos culpados e assim poderá exonerar a todos, seja efetivo ou temporário.
Além de uma falta de respeito do Iases com o poder judiciário, esses fatos podem ser considerados como conduta antissindical ferindo a constituição federal e inclusive tratados internacionais que garantem a liberdade sindical.
A situação da socioeducação no Estado é absolutamente degradante, tanto que organismos internacionais já condenaram as práticas utilizadas pelo Iases. Entretanto, ao invés de tentar resolver essa situação de descalabro, o que se nota é a perseguição contra servidores públicos comprometidos em dar cumprimento às normas legais do sistema socioeducativo. Tentam culpar o servidor pelo caos decorrente da falta de investimento na política pública de socioeducação do Estado.
O Sindipúblicos repudia a atitude da direção do Iases e orienta aos servidores que procurem o apoio jurídico do Sindicato caso sejam alvo de perseguição ou intimidações.