

Os trabalhadores da Cesan iniciaram nesta terça-feira, 18 de agosto, uma greve geral. O motivo é a recusa da empresa em negociar a pauta do Acordo Coletivo de 2015.
A data-base para a negociação era em maio, porém foi prorrogada para agosto, pois, de acordo com a empresa, o cenário econômico-financeiro estaria mais favorável. Todavia, neste mês de agosto os trabalhadores foram surpreendidos com a proposta de reajuste zero. Além disso, a direção da empresa ameaçou demitir funcionários caso fosse concedido qualquer índice de reajuste nos salários.
O governo Hartung vem cortando recursos de todas as áreas, como saúde e educação e agora este corte também chega à Cesan – contratos estão sendo encerrados, trabalhadores são demitidos e o funcionamento de algumas estações de tratamento de água foi reduzido para 18 horas. São medidas que atingem diretamente toda a população.
Diante da intransigência e da falta de respeito da Cesan com a categoria, cuja força de trabalho proporcionou à empresa registrar o maior lucro da sua história – R$ 100,7 milhões –, os trabalhadores deflagraram greve, mantendo apenas os serviços essenciais, como o abastecimento de água.
Os trabalhadores da Cesan são representados pelo Sindaema, um dos participantes do Fórum das Entidades Representativas dos Servidores Públicos (Fespes), que tem atuado na defesa de serviços públicos de qualidade e pela valorização do funcionalismo público.
Fotos: Sindaema