“Fome por serviços públicos de qualidade” é a bandeira do Sindipúblicos no Grito dos Excluídos

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Fotos: Arquidiocese de Vitória

“Você tem fome e sede de quê?” Essa foi a pergunta principal da manifestação do Grito dos Excluídos, que tradicionalmente acontece no dia 7 de setembro em todo o país. O questionamento, alusivo à música do Titãs “Comida”, trouxe uma reflexão sobre diversas carências da sociedade, principalmente entre as populações vulneráveis.

“Vida em primeiro lugar” foi o lema que completou a ideia de valorização do ser humano e de suas necessidades básicas como alimentação, água, saúde, educação, saneamento, moradia e segurança. O clima das manifestações deste ano foi de paz e unidade, sem atos contrários ao governo Lula, como chegou a incitar Silas Malafaia, entre outros opositores.

O ambiente de amor à pátria, em sua essência, foi retomado, pacificando relações entre Exército, governo e sociedade. Em Vitória, o ato público teve concentração no Portal do Príncipe, com caminhada pelo centro de Vitória até a escadaria do Palácio Anchieta, onde foi feito um ato simbólico de limpeza das escadas, retratando a necessidade de limpar as mazelas sociais.

O Sindipúblicos acompanhou a manifestação e levou sua bandeira de luta para as ruas. “A fome da gente é por serviços públicos de qualidade. A gente entende que esses serviços vão ser prestados para a sociedade da forma adequada quando o servidor for valorizado. E essa valorização vem de várias formas. Vem por um salário digno, por uma tabela de evolução de carreira, por um plano de cargos e carreira adequado, vem por meio de concursos públicos para servidores efetivos, de maneira que não sobrecarregue os efetivos que já estão lá”, destacou a secretária-geral do sindicado, Silvia Amélia Cardoso Sardenberg, que participou do ato público.

Uma reposição inflacionária que efetivamente reponha as perdas salariais também é um ponto de destaque da luta sindical e dos movimentos sociais. “A gente já vem de um histórico de praticamente 50% de perdas inflacionárias dos últimos anos, com reposições abaixo da inflação e anos em que a gente não teve reposição nenhuma. Tudo isso gera um desgaste muito grande do serviço público. No fundo, é toda uma luta por direitos humanos, para que esses direitos sejam efetivamente para todos os cidadãos. E que a gente, enquanto entidade de classe, busca fazer essa discussão dentro da nossa categoria, buscando serviços públicos de qualidade”, ressaltou Silvia..

 

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