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O Sindipúblicos notificou o Governo do Estado na figura do governador, José Renato Casagrande e o secretário de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Marcelo Calmon Dias, para que revejam a flexibilização das medidas de combate à pandemia no serviço público publicadas em Portaria Conjunta Seger/Sesa Nº 01-R, de 14 de junho de 2021 em que obriga o retorno presencial de todos os servidores públicos, até mesmo os com comorbidades e que ainda não completaram o cronograma imunizatório preconizado pelos organismos de saúde.

Na notificação, o Sindicato destaca: “não obstante o desrespeito que é a marca da Gestão Casagrande em relação ao trabalhadores do executivo estadual capixaba, voltamos mais uma vez para pedir a gestão estadual atenção sobre os cuidados necessários para a não propagação de coronavírus nos ambientes de trabalho públicos, especialmente no momento em que servidores com comorbidades e sem receber as doses necessárias para que se afirme a imunização foram convocados para a volta ao trabalho”.

Mediante aos dados de contaminação e mortes constantes da pandemia no Estado e crescentes no país, o Sindipúblicos ainda destaca a contradição entre a medida adotada pelo governo e as declarações do próprio governador ao afirmar à sociedade que “ainda estamos perdendo muita gente por dia”, que a situação atual “é um massacre”, “que o Brasil voltou a crescer no número de mortes” e que “não podemos vacilar”. Chegando até mesmo a pedir à população capixaba “muita atenção, muito cuidado e muita disciplina”.

Diante a tamanha contradição, e seguindo as recomendações médicas e sanitárias o Sindicato cobra do Governo a análise e consideração do mapa de risco elaborado e divulgado pelo próprio Governo do Estado para a consideração do funcionamento das repartições públicas e trabalho integral dos servidores.

Afirmar que um determinado município possui alto risco de contágio por coronavírus e, no mesmo momento, determinar que servidores públicos voltem a se aglomerar nas repartições desses municípios é, para usar termo ameno, contraditório”. Solicitando assim que seja revista a flexibilização das medidas de redução de circulação e aglomeração de servidores públicos a serem observadas pelos órgãos e entidades da administração pública.

O documento ainda cobra a abertura de um canal de diálogo entre o Governo do Estado e sua Secretaria de Gestão de Pessoas com a representação dos servidores públicos, visto que esses somente são informados das questões que afetam suas vidas por meio de notícias de jornais, sem que haja qualquer discussão acerca das questões que são sensíveis.

Por fim, o Sindipúblicos ainda desta que está a disposição dos servidores públicos do Estado para buscar, por todos os meios possíveis, o apontamento das responsabilidades por contaminações, adoecimentos e mortes decorrentes de contágio por Covid-19, sendo certo que há ciência desse governo acerca dos riscos envolvidos com qualquer flexibilização de medidas de circulação e aglomeração de pessoas na situação atual da pandemia.