

O senador Ricardo Ferraço anunciou que irá se afastar de suas funções legislativas até o próximo dia 15 de dezembro, data que antecede o já prologando recesso parlamentar de cerca de 50 dias.
A justificativa de Ferraço foi o resultado da votação da manutenção do cargo de Aécio Neves. Porém, sua atitude de se afastar de suas obrigações parlamentares revela a fragilidade de seu discurso e principalmente de sua atuação, que deveria estar presente em todas as sessões questionando, votando e debatendo contra a corrupção e pela sociedade.
“Vou me distanciar de Brasília, mas me aproximar do Espírito Santo. Vai ser uma ótima oportunidade de a gente ficar mais perto. Não estarei subordinado a esse vaivém de Brasília toda semana. Então, estarei me aproximando dos meus eleitores”, afirmou.
Ao invés de reforçar sua atuação, justo quando importantes debates estão em pauta no Congresso Nacional, Ferraço preferiu se afastar para viajar pelas cidades capixabas, em uma outra clara intenção de campanha antecipada para sua tentativa de reeleição. É preciso fiscalizar se durante o seu período de ausência, irá deixar de receber os valores referentes ao seu salário que é de R$33.763,00 mensais, visto que não justifica receber e não atuar.
O próprio presidente do PSDB estadual, Jarbas Assis, outro avisado da decisão pela imprensa, não tem dúvidas de que Ferraço estará mais à vontade para fazer sua pré-campanha eleitoral e tentar influenciar a eleição interna do diretório estadual, marcada para 11 de novembro. Hoje, essa pré-disputa é marcada pela falta de consenso entre políticos capixabas.
Em seu lugar assume o primeiro suplente, o empresário Sérgio Rogério de Castro (PDT), que é CEO da Fibrasa e pai do atual presidente da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Léo de Castro. Outra indicação que o afastamento de Ferraço irá contribuir para ganhar apoio inclusive empresarial em suas campanhas e de aliados, ao abrir caminho à atuação no Senado do empresário.
É preciso que os capixabas revejam seus representantes, qual a necessidade de um período de 15 dias visto que os senadores só tem sessões em Brasília três vezes por semana, ficando os demais dias disponíveis para atuação em sua base?
Fonte:
http://www.gazetaonline.com.br/noticias/politica/2017/10/ferraco-troca-senado-por-viagens-pelo-estado-1014104147.html
http://veja.abril.com.br/blog/radar/tucano-protesta-contra-salvamento-de-aecio-e-anuncia-licenca/