

Sempre atenta às demandas da categoria, a diretoria e o jurídico do Sindipúblicos encaminharam ofício ao governo do Estado cobrando medidas de proteção e prevenção a servidores contra Febre Maculosa.
Com o aumento no número de casos, inclusive o registro de quatro mortes, o Sindipúblicos cobra que o Estado garanta medidas de prevenção à transmissão e ao contágio de febre maculosa no âmbito do serviço público estadual com orientação, fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI’), como repelentes e vestuário adequado, que diminuam o risco de contágio.
No documento, o Sindicato lembra que “No âmbito do funcionalismo público, existe considerável número de servidores – especialmente em autarquias como Incaper, Idaf e Iema – que atuam em ambientes que potencializam o contato com animais hospedeiros da bactéria causadora da doença e com carrapatos que a transmitem, como pastos, margens de lagos, rios e córregos”.
O Sindipúblicos reforça que está à disposição dos servidores para orientação e solicita que esses nos comuniquem qualquer suspeita e casos em seu ambiente de trabalho.
Abaixo separamos material do Ministério da Saúde sobre a Febre Maculosa.
A prevenção da febre maculosa é baseada no impedimento do contato com o carrapato. O Ministério da Saúde recomenda a adoção de algumas medidas para evitar a doença, principalmente em locais onde há exposição a carrapatos:
Os principais sintomas da febre maculosa são febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés e gangrena nos dedos e orelhas.
A doença também pode provocar paralisia dos membros, com início nas pernas, chegando até os pulmões, causando parada respiratória. Além disso, com a evolução da febre maculosa, é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.
O diagnóstico oportuno da febre maculosa é difícil, principalmente durante os primeiros dias de doença, tendo em vista que os sintomas também são parecidos com outras doenças, como leptospirose, dengue, hepatite viral, malária, sarampo ou pneumonia.
No entanto, é importante que a pessoa com sintomas da doença procure um médico para que possa fazer a avaliação dos sintomas. Durante a consulta, o médico buscará saber se a pessoa mora em região de mata ou florestas, onde possa ter sido picada por um carrapato. O profissional de saúde também solicitará exames para confirmar o diagnóstico.
Assim que surgirem os primeiros sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. O tratamento é feito com antibiótico específico e deve ser iniciado no momento da suspeita. Em determinados casos, pode ser necessária a internação da pessoa. A falta ou demora no tratamento da febre maculosa pode agravar o caso, podendo levar ao óbito.
Foto: Ministério da Saúde