
Um copo de café com leite e uma maçã pequena, esse tem sido o café da manhã de crianças internadas no Hospital Infantil de Vila Velha (Himaba). Mantimentos essenciais para a alimentação, como arroz, também estariam em falta.
De acordo com informações do Sindsaúde-ES, o racionamento de comida tem ocorrido porque a Organização Social (OS) contratada pelo Governo do Estado para gerir o Himaba, não tem realizado o pagamento de fornecedores e terceirizados, incluindo, nesse caso, a empresa responsável pela alimentação do hospital. Sem receber, a empresa estaria racionando a comida para pacientes e funcionários. O Sindsaúde também denunciou que a cooperativa de cirurgiões está “sempre com o pagamento atrasado”. A OS também estaria sem pagar serviços nas áreas de limpeza e segurança.
Ainda de acordo com o Sindsaúde, um dos problemas é a falta de fiscalização de como os recursos repassados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) são administrados.
Segundo divulgado pelo jornal Século Diário, “de julho de 2015 a fevereiro de 2018, constavam 124 ocorrências referentes a pendências financeiras do IGH, que somavam pouco mais R$ 292 mil. Já no período de novembro de 2015 a janeiro de 2018 eram 24 ocorrências de dívidas vencidas, que chegaram a R$ 57,9 mil (último registro em janeiro deste ano). A pesquisa apontava, ainda, que a OS devia desde empresas que vendem equipamentos hospitalares a produtos como gás de cozinha”.
Os fatos demonstram que a terceirização dos serviços públicos não é a solução para melhorar o atendimento. Além de muitas vezes sair mais oneroso ao Estado, ainda há graves falhas na fiscalização. É preciso que seja retomado esses hospitais pelo governo estadual com a realização de concursos públicos e estabelecendo uma gestão eficiente e transparente.
Fonte: Século Diário