Exportações recordes do agro capixaba revelam força dos servidores, mas governo insiste em desvalorização

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O Espírito Santo encerrou 2025 com R$ 17,2 bilhões em exportações do agronegócio, o segundo maior valor da série histórica. Foram 2,4 milhões de toneladas embarcadas para 133 países, consolidando o setor como responsável por 30,7% de todas as exportações capixabas.

O resultado, celebrado pelo Governo do Estado, é fruto direto da atuação constante dos servidores públicos, em especial os do Idaf e do Incaper, que trabalham lado a lado com os produtores rurais, garantindo qualidade, inovação e competitividade internacional. A liderança nacional em produtos como pimenta-do-reino (69% das exportações brasileiras), gengibre (60%) e mamão (40%) não é obra do acaso, mas reflexo de anos de dedicação desses profissionais.

Contraste

Apesar dos números robustos, o Governo Ferraço/Casagrande insiste em oferecer apenas 4% de reajuste na reestruturação da carreira dos servidores. Um percentual insuficiente diante da relevância da categoria para os resultados econômicos do Espírito Santo.

Enquanto o Estado comemora recordes de exportação — como o crescimento de 113% no valor da pimenta-do-reino e de 1.275% nas vendas de ovos —, os servidores que sustentam essa performance seguem sem reconhecimento proporcional. O contraste é evidente: de um lado, o discurso oficial de prosperidade; de outro, a realidade de profissionais que enfrentam sobrecarga e baixos salários.

Soma-se a esses números do Agronegócio Capixaba o resultado da economia no Geral com o Orçamento 2026 ter sido aprovado com uma receita total de aproximadamente R$ 32 bilhões, somando os orçamentos fiscal e da seguridade social. O valor representa um acréscimo de R$ 2,5 bilhões em relação a 2025, equivalente a um crescimento de 8,4%.

Hora de valorizar quem sustenta o ES

O desempenho capixaba não pode ser dissociado da atuação técnica e comprometida dos servidores. São eles que garantem o atendimento à sociedade, dando apoio inclusive ao setor produtivo projetando o Espírito Santo no cenário nacional como exemplo de desenvolvimento.

Agora, é hora de o governo reconhecer essa contribuição e garantir uma reestruturação justa, com percentual decente, que vá além dos 4% propostos. Valorizar os servidores é valorizar o futuro do agro capixaba e a toda a economia do Estado.

 

Mobilização dos servidores

Para reforçar essa pauta, os servidores organizam uma agenda de mobilização:

– Quinta-feira, 15 de janeiro, às 13h – Assembleia Geral Unificada (AGU), em formato híbrido, reunindo presencialmente e online trabalhadores de diferentes áreas.

– Quarta-feira, 21 de janeiro – Ato público em defesa da valorização dos servidores e da reestruturação justa das carreiras.

 

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Texto: Douglas Dantas Foto: Freepik