

Diferente do Brasil, em que falta planejamento governamental para implantar as medidas sanitárias importantes ao combate a pandemia, como vacina, distanciamento, lockdown entre outros, Portugal tem agora uma das taxas de contágio mais baixas da Europa.
A redução nas infecções em Portugal passou de 16.432 casos em 28 de janeiro para 979 nesta quarta-feira (3), conseguida com a imposição de um confinamento bastante restritivo e vacinação em massa.
Apontado como bom exemplo durante a primeira onda da pandemia, Portugal viu a situação epidemiológica sair do controle em janeiro. Nos 31 dias daquele mês, o país registrou 5.576 óbitos por Covid-19. Entre março e dezembro de 2020, haviam sido 6.906.
O governo também relutou em voltar a um confinamento geral. Uma espécie de lockdown soft foi implementado em 15 de janeiro. Mantendo escolas e universidades abertas e com uma série de exceções, a medida “não pegou”, e os índices de circulação permaneceram elevados.
O exemplo de Portugal reforça a necessidade do Brasil ampliar e agilizar a aquisição e distribuição das vacinas para a população além de impor medidas restritivas.
Quanto a vacinação em Portugal, com seus 10 milhões de habitantes, cerca de 618 mil pessoas (6,2% da população) já receberam a primeira dose, e 266.716 (2,6%) já têm a vacinação completa. Para uma comparação, o Espírito Santo, com seus 4 milhões de habitantes só vacinou em torno de 3% da população com a primeira dose (129.359), e nem 1% com a segunda dose (30.785).
Conforme dados do próprio governo estadual, há lentidão o que demonstra falta de planejamento também do Estado e prefeituras na distribuição das doses visto que apesar do governo Casagrande já ter recebido 316 mil doses, só aplicou 160 mil doses, o equivalente a 50% do recebido.
O Sindipúblicos referenda a opinião de especialistas como a Dra. Ethel Maciel e destaca a importância das autoridades públicas capixabas reforçarem a atuação no combate a pandemia com restrições à circulação indevida, exigindo o distanciamento social, estabelecendo medidas como a redução da superlotação no transporte público (que corresponde em média a 30% das contaminações) bem como a vacinação em massa principalmente dos grupos prioritários, dentre esses os professores que foram obrigados à irem para salas de aula mesmo sem a garantia de sua imunização.
Fonte: Notícias ao Minuto / Sesa-ES