


Após ser alvo de denúncia do Ministério Público de Contas (MPC) e pedir exoneração no Tribunal de Contas, o ex-sócio de Hartung foi recém nomeado pelo governo como assessor na Secretaria de Saúde.
A portaria nº 191-S nomeando Felipe Saade Oliveira para o cargo de Gerente de Economia da Saúde e Inovação foi assinada pelo atual secretário da Saúde, Ricardo de Oliveira, na última sexta-feira (11).
O servidor comissionado é filho do ex-secretário da Fazenda, José Teófilo de Oliveira, além de já ter figurado como sócio no escritório de consultoria Éconos – na época em que governador Paulo Hartung (MDB) também figurava no quadro societário.
O ex-sócio de Hartung foi nomeado em agosto do ano passado no governo do Estado para exercer o cargo de Assessor Especial nível IV, da Secretaria de Saúde (Sesa), cuja remuneração atual é de R$ 6.042,59. Ele já atuou em outro cargo comissionado na atual gestão. Entre maio de 2015 e setembro do ano seguinte, Felipe Saade Oliveira ocupou o cargo de gerente na Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).
Depois foi nomeado como consultor de finanças públicas no Tribunal de Contas do Estado (TCE), onde teria chegado a trabalhar na análise da prestação de contas de Hartung, seu ex-sócio. Ele pediu exoneração do cargo em julho de 2017 após a nomeação ter sido questionada pelo Ministério Público de Contas (MPC). Os procuradores destacaram a sociedade com a Éconos e a citação da empresa na Operação Lava Jato (na época, a força-tarefa da operação apontou o escritório como local de acerto de doações eleitorais ilícitas, o famoso “caixa dois”). As denúncias acabaram sendo arquivadas.
A situação revela que o governo Hartung segue igual aos demais gestores públicos, que nomeia colegas e conhecidos para os principais cargos, afastando assim a teoria de um governo técnico. Antes de técnico as escolhas de Hartung são políticas e muitas vezes sem ter sequer o crivo da ética e moral, nomeando acusados e investigados.
O Sindipúblicos defende que os cargos em comissão devem ser preferencialmente para servidores efetivos, o que não acontece nesse governo.
Fonte: Site Imprensa Livre