Evento celebra Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

Participação dos servidores foi fundamental na construção da pauta da categoria
23 de julho de 2023
Mobilizações pressionaram o governo a avançar na pauta da categoria
25 de julho de 2023

Sindicato defende políticas públicas permanentes no combate ao racismo e demais formas de preconceitos

Nesta terça-feira (25) acontece até às 18h na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, o evento “Por todas nós”. Dentre a programação: exposição de fotos e gravuras, oficinas de escrita, de trança nagô, palestras e apresentações musicais com o grupo de rap Nação Mulher ES e a artista Sthelô com o instrumentista Igor Morais.  

Em todo país, vários eventos irão celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. “Mulheres negras em marcha por reparação e bem viver” é o tema norteador das atividades e será também o eixo da Segunda Marcha Nacional das Mulheres Negras, prevista para 2025. A primeira aconteceu em 2015 e reuniu cerca de 50 mil mulheres em Brasília.   

“Nós, mulheres negras, indígenas e imigrantes em diáspora, denunciamos o genocídio racista desde sempre. Mas o dia 25 de julho é um dia de celebração e também o momento de reafirmar que estamos em marcha por direitos e contra o genocídio do povo preto, dos povos indígenas, das LGBTQIA+, das vítimas do feminicídio, contra todas as formas de opressão e pelo Bem Viver”, ressalta o manifesto da Marcha das Mulheres Negras.  

“Somos descendentes e herdeiras da luta e da resistência negra contra o criminoso sistema de escravidão que ainda não acabou, já que até hoje não recebemos a devida reparação necessária para o desenvolvimento da nossa cidadania plena”, reivindica o texto.

A data 

O 25 de julho começou a ser comemorado em Santo Domingo, na República Dominicana, onde aconteceu o primeiro encontro de mulheres negras latino-americanas e caribenhas em 1992. A partir daí, a data foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).  

No Brasil, em 2014 a Lei 12.987 estabeleceu o 25 de julho também como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A homenageada foi líder do Quilombo Quariterê no século 18, comunidade localizada na fronteira entre o Mato Grosso e a Bolívia. 

Referida como “rainha”, Tereza esteve no comando do quilombo, que reunia cerca de 100 pessoas e se organizava politicamente por meio de um conselho, ao longo de duas décadas. 

Políticas Públicas

O Sindipúblicos defende a ampliação de políticas públicas que atendam as demandas das mulheres pretas na sociedade e também no ambiente de trabalho, inclusive no serviço público. No combate aos preconceitos e todas as formas de discriminação e na severa punição aos que ainda insistem em praticar atos racistas e preconceituosos.

Com informações de Brasil de Fato.

Fotos: André Carvalho

Fortaleça sua Entidade Sindical. Filie-se ao Sindipúblicos!