Espírito Santo precisa ampliar debate sobre auxílio tecnológico na Educação

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Enquanto o Rio de Janeiro anuncia a criação de um auxílio tecnológico para profissionais da rede estadual, o tema reacende no Espírito Santo uma discussão antiga: a valorização dos servidores da Educação não pode se restringir apenas ao magistério.  

No estado vizinho, a Secretaria de Educação (Seeduc-RJ) anunciou que estuda conceder um benefício para a compra de equipamentos como notebooks e tablets. Em 2021, durante a pandemia, já havia sido pago um auxílio de R$ 3 mil, contemplando professores e também servidores administrativos, técnicos e de apoio. Agora, o governo fluminense volta a analisar a medida, em fase preliminar de estudos técnicos e orçamentários.

O alerta para o Espírito Santo

Para o Sindipúblicos, o exemplo do Rio deve servir de referência. O sindicato reforça que, quando se fala em valorização da Educação, é comum que apenas os docentes sejam lembrados, deixando de fora agentes de suporte educacional, equipes administrativas e demais profissionais que garantem o funcionamento das escolas.  

Segundo o diretor Tadeu Guerzet, agente de suporte educacional, a exclusão dessas categorias é injusta:  

“O agente de suporte educacional usa equipamento, lida com sistema, precisa de estrutura tecnológica tanto quanto o professor. No entanto, a Sedu só concede o notebook para o magistério. O exemplo do Rio, reforça que é hora de o Espírito Santo também colocar esse debate na mesa — e fazer isso de forma ampla.”

Inclusão de todas as categorias

A experiência da pandemia mostrou que a falta de equipamentos adequados prejudica não apenas o trabalho em sala de aula, mas toda a gestão escolar. Por isso, o Sindipúblicos defende que qualquer medida de auxílio tecnológico no Espírito Santo contemple todos os servidores da Educação, e não apenas o magistério.  

O sindicato afirma que seguirá acompanhando os desdobramentos no Rio de Janeiro e cobrando das autoridades capixabas políticas de valorização que reconheçam o papel essencial de cada profissional da rede pública.

 

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Texto: Douglas Dantas Foto: Freepik