

Evento em Brasília deve reunir mais de 100 mil mulheres de todo país
Uma caravana de 800 mulheres, entre essas sindicalizadas servidoras públicas, partiu de Vitória rumo à Brasília na madrugada desta segunda-feira, 14 de agosto, para participar da Marcha das Margaridas.
Em sua 7ª edição, a Marcha das Margaridas tem este ano o tema “Pela reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver!” e planeja reunir mais de 100 mil mulheres na capital federal para defender uma pauta em defesa da “construção de um projeto de sociedade que propõe um Brasil sem violência, onde a democracia e a soberania popular sejam respeitadas, a partir de relações justas e igualitárias”.
Realizada sempre em agosto para ‘re-vivificar’ o mês em que Margarida Alves foi assassinada, a Marcha das Margaridas já teve edições nos anos 2000, 2003, 2007, 2011, 2015 e 2019.
“Nossa inspiração é Margarida Alves, uma mulher sindicalista, nordestina, morta na luta, mas também as mulheres do presente, camponesas, ribeirinhas, trabalhadoras do campo e das cidades em todos os cantos do nosso país, que no seu dia a dia, enfrentam desigualdades e desafios e vencem batalhas cotidianas para esperançar uma sociedade mais justa e o bem viver.” comenta Márcia Sales, servidora do Incaper que participará da Marcha das Margaridas 2023.
“Tivemos muita conquista ao longo dessa luta. A cada quatro anos acontece a marcha. Para esse ano, as margaridas capixabas, vai com oitocentas mulheres rumo à Brasília representar o nosso Espírito Santo. Vamos numa caravana de vinte ônibus do Estado. São mulheres trabalhadoras, agricultoras familiares, quilombolas, indígenas, mulheres da cidade, servidoras, diversos povos e comunidades tradicionais” comenta Fabiana Deluca, secretária de mulheres da Fetaes e coordenadora da Marcha das Margaridas.
Servidoras
O Sindipúblicos é uma das entidades que apoia a Caravana das Mulheres rumo à Brasília. Dentre as servidoras que estarão presentes, está a diretora Magna Manoeli. “Esse evento marcará a forte presença no cenário brasileiro da unificação e fortalecimento das mulheres. Todas temos um sentimento de levar e trazer mais garra para combater à todas as violências que sofremos, seja ela física, moral, ética, política e pública” comenta.
Aline Scarabeli Correia, delegada sindical do Detran destaca a importância do apoio do Sindicato. “Acho importante a manifestação e a mobilização das mulheres em prol desse ato que é a marcha das margaridas. O Sindipúblicos é uma ferramenta de apoio e fomento aos movimentos sociais que precisam de apoio para seu fortalecimento”.
“Participei da Marcha das Margaridas pela primeira vez em 2019, com apoio do Sindipúblicos. A experiência foi tão rica, que desde o anúncio da edição de 2023, me dispus a participar novamente. A expectativa é imensa, pois realmente é um marco para a reconstrução do nosso país após 4 anos de desgoverno e ainda sobrevivendo a uma pandemia, onde muitas companheiras morreram, ou perderam seus filhos e familiares ou foram mortas. Como mulher, mãe, profissional ligada à Agroecologia, servidora pública aposentada e comprometida com a agricultura familiar, filiada ao sindicato desde o antigo Siseades, sinto orgulho de que o Sindipúblicos apoie nossa luta e muito honrada em poder participar com as mulheres do nosso Estado nesta Marcha” comenta Marcia Sales, pesquisadora aposentada do Incaper e membra do Coletivo de Mulheres Dona Astrogilda.
“A Marcha das Margaridas também apresentou uma pauta no dia 21 de junho ao governo federal. A nossa expectativa é que se transformem em políticas públicas: as ações afirmativas para a vida das mulheres, do campo, da floresta, das águas e também das cidades. E essa pauta, nós vamos receber o anúncio do governo federal, no dia 16, na Grande Marcha. Então, essa é a expectativa. A Marcha das Margaridas é a maior ação de massa da América Latina, de mulheres, protagonizada por nós mulheres trabalhadoras rurais, isso é importante sempre frisar. Quem organiza, coordena são as mulheres agricultoras familiares” concluiu Fabiana Deluca.
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Resumindo
800 capixabas estarão presentes na Marcha das Margaridas;
Movimento completa sete edições desde 20000;
Mulheres do campo e da cidade se unem em pautas que englobam a luta pelos seus direitos e igualdade
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