

Fugas, resgates de adolescentes e ameaças de morte Essa tem sido a rotina dos agentes socioeducativos que atuam no Iases junto aos menores infratores. Esse quadro é o reflexo da falta de uma política pública eficiente no setor.
Em recente pesquisa divulgada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) o Espírito Santo aparece em primeiro lugar no ranking de superlotação.
Em 2014, as unidades de socioeducação do Espírito Santo tinham 994 menores, para apenas 771 vagas, ou seja, 28,9% de internos a mais do que deveria, gerando um percentual de superlotação de 128,9%, número bem superior aos demais estados do Sudeste: São Paulo (108,6), Minas Gerais (108,4) e Rio de Janeiro (83,1).
No entanto, o amadorismo na gestão do Iases tem sido uma constância, gerando inclusive o afastamento e até a prisão de ex-diretores denunciados em esquema de corrupção.
Atualmente, no lugar de assumir a fragilidade do sistema e reforçar a segurança e uma efetiva política de socioeducação, segundo servidores do Iases, a presidente da instituição em entrevista à televisão diz que os casos recentes são exceções.
No dia 11 de junho, por exemplo, mais um caso de violência envolveu socioeducandos. Um dos menores foi espancado pelos demais jovens dentro da Unip 2, unidade do Iases em Cariacica. Segundo relatos, o menor seria de uma gangue rival aos dos demais.
Assim que escutaram barulhos estranhos, os agentes socioeducativos interviram e socorreram a vítima.
O Sindipúblicos acredita que é preciso que o Iases estabeleça um maior diálogo com a sociedade e cumpra as decisões e deliberações discutidas no Fórum junto aos servidores e defende que seja reforçada a segurança junto às unidades do Iases, com o devido policiamento externo, bem como escolta nos transportes dos adolescentes.