

Após o desentendimento entre Bolsonaro e Paulo Guedes, indicado para ser o seu ministro da Fazenda sobre a ressuscitação da CPMF, e após defender uma alíquota única de 20% para Imposto de Renda, o que afetaria a maioria dos brasileiros aumentando ainda mais a desigualdade social, articuladores em nome do candidato, que se encontra internado, segundo informações divulgadas pelo G1, estaria articulando junto ao governo Temer a aprovação da Reforma da Previdência ainda este ano.
Diferente de seu discurso populista, na prática Bolsonaro tem um histórico de votações contra os trabalhadores e o funcionalismo público. Votou pela Reforma Trabalhista, a favor da PEC dos Gastos que afeta diretamente os serviços públicos e se absteve à votação da Terceirização contribuindo com a aprovação da lei que beneficia os grandes empresários. Defende uma Reforma da Previdência ‘gradual’. “Precisamos acabar com a fábrica de marajás que há no serviço público. A reforma deve acontecer paulatinamente” disse em maio no Fórum FIERN Caminhos do Brasil, em Natal. Confira abaixo matéria na íntegra sobre a articulação entre as equipes de Bolsonaro e Temer.
“Apesar das negativas oficiais, integrantes da campanha de Jair Bolsonaro admitem tentar votar a reforma da Previdência ainda neste ano num cenário de vitória do candidato do PSL na eleição presidencial. O Blog apurou que interlocutores de Bolsonaro já trataram desse tema com o auxiliares do governo Michel Temer.
De forma pragmática, um integrante da campanha do candidato do PSL argumentou que seria muito melhor aprovar o texto da reforma da Previdência ainda neste ano por dois motivos: tranquilizaria o mercado e evitaria um desgaste de negociação com o novo Congresso no início de um eventual novo governo.
“Votar a reforma da Previdência esse ano daria tranquilidade para os primeiros meses de governo”, disse ao Blog esse integrante da campanha. Apesar da sinalização positiva, o tema não será colocado durante a campanha para evitar uma agenda impopular nesse momento.
No Palácio do Planalto, há disposição do governo em ajudar na aprovação do texto da reforma da Previdência, ou pelo menos, avançar na tramitação na Câmara dos Deputados.
O próprio presidente Michel Temer já sinalizou que daria prioridade ao tema nos dois últimos meses de seu governo. Ele gostaria de deixar esse legado. Mas que, para isso, precisaria de uma solicitação do presidente eleito.
A percepção no Planalto é de que haveria disposição de avançar na reforma da Previdência com a eventual eleição de Bolsonaro ou do tucano Geraldo Alckmin. Mas que haveria resistência num cenário de vitória de Fernando Haddad (PT) ou Ciro Gomes (PDT)”.
Fonte: G1/GloboNews Blog do Gerson Camarotti; Portal da Indústria (CNI); El País.