
Diversas entidades sindicais representantes dos servidores públicos do Poder Executivo encaminharam um ofício ao governador Renato Casagrande cobrando o reajuste do auxílio-alimentação pelo índice do IGP-M/FGV (Índice Geral de Preços do Mercado) acumulado durante os 17 anos que não há correção, garantindo assim o valor mínimo de R$705,60.
No documento, as entidades defendem a concessão do benefício para todos os servidores, indiferente da forma de remuneração, já que no momento que a própria Justiça concede o auxílio-alimentação a juízes remunerados por subsídio, invalida assim a frágil justificativa do Governo Casagrande em não garantir o benefício aos seus servidores que recebem por subsídio.
O ofício destaca “Não há que se falar em um governo sério e democrático quando nos deparamos com uma das mais nefastas formas de discriminação: a alimentar. Nem nos estados nacionais em que não vigora a democracia tal discriminação é aceitável”.
E reforça que “O Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, basilar do Estado Democrático de Direito, estabelece a diretriz de comportamento das autoridades públicas, e o Governo do Espírito Santo sequer leva em consideração que um ser humano não consegue se alimentar com R$ 132,00”.
As entidades também estão se articulando para a realização de outras ações e uma mega manifestação nos meses que se sucedem no sentido de garantir que o Governo do Estado conceda o auxílio-alimentação para todos os servidores do Executivo.
O Sindipúblicos reforça a importância de todo o funcionalismo do Poder executivo a empunhar com maior força esta bandeira de luta, participando efetivamente das assembleias setoriais e das mobilizações que serão desencadeadas a partir desta semana.
Assinaram o ofício Sindipúblicos; Sindisaudprev; Sindipol; Sindpd; Asserdes; Assin; Afidaf; Adertes; Assedio; Assiema
Confira o ofício encaminhado ao Governador Casagrande. Carta_Aberta_ao Governador