

Nesta sexta-feira, 8 de agosto, encerra-se o prazo para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decida se vetará total ou parcialmente o Projeto de Lei nº 2159/2021 — apelidado por ambientalistas como o “PL da Devastação”. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados na madrugada de 17 de julho, já havia passado pelo Senado e acendeu um alerta geral sobre seus potenciais impactos socioambientais.
Diversas organizações, entre essas a CUT e o Sindipúblicos — exigem o veto integral ao projeto. Segundo especialistas, o PL promove uma flexibilização drástica nas regras do licenciamento ambiental, considerado um dos pilares da política ambiental brasileira. Além disso, favorece ocupações ilegais de terras públicas e enfraquece mecanismos de proteção ambiental.
Contexto estadual agrava preocupações
O PL da Devastação se soma a iniciativas estaduais controversas, como a chamada “Lei da Destruição” (LC nº 1.073/2023), aprovada no Espírito Santo no fim de 2023. Essa lei também flexibilizou o licenciamento ambiental e gerou forte reação dos servidores do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), com apoio de mais de 70 instituições. Um abaixo-assinado exigiu a revogação da lei e a saída do secretário estadual de Meio Ambiente, Felipe Rigoni. Em nota técnica, os servidores detalharam os riscos da legislação estadual.
Desde então, servidores e movimentos sociais permanecem mobilizados, alertando para os perigos da mudança na legislação federal. A seguir, os principais pontos críticos do PL:
Principais riscos do “PL da Devastação”
🏗️ Autolicenciamento e enfraquecimento da fiscalização
🌳 Ameaça à Amazônia e ao clima global
🧑🏽🌾 Violações de direitos indígenas e quilombolas
💧 Riscos à saúde pública e aos recursos hídricos
⚖️ Insegurança jurídica e isolamento internacional
🚨 Última barreira contra retrocessos
Diante dos riscos, entidades como a CUT, representantes de povos tradicionais e ambientalistas reforçam que o veto presidencial é a última barreira para evitar uma tragédia socioambiental sem precedentes. A decisão de Lula será decisiva para o futuro da política ambiental brasileira — e para a credibilidade do país no cenário internacional.
Tem um artigo interessante ou um texto que gostaria de compartilhar com os companheiros? Ou talvez queira sugerir uma pauta? Envie um e-mail para jornalista@sindipublicos.com.br. Vamos juntos construir um Sindicato cada vez mais forte e atuante! Participe e faça a diferença!
Quem faz o Sindicato somos nós!
E quem representa você é o Sindipúblicos! Filie-se!
Texto: Douglas Dantas com informaçãoes da CUT Foto: Andes