
Em greve desde o dia 01 de junho, os servidores do Incaper têm realizado atos públicos em todas as regiões do estado denunciando a precarização das condições de trabalho; a falta de insumos; como gasolina e material de escritório; ausência de estrutura para atender a extensão rural e pesquisa, além de reivindicarem a revisão do plano de cargos e salários que garanta uma valorização dos profissionais.
Diante ao impasse junto ao governo estadual, nesta terça-feira, 14 de junho, foi realizada uma audiência de mediação na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), foi deliberado uma nova rodada de negociação para o próximo dia 24 onde ficou acordado que o Incaper deverá apresentar o prazo de conclusão dos trabalhos da revisão do plano de cargos e salários dos servidores e data de implementação.
Estiveram presentes na audiência, o diretor-presidente do Incaper, Marcelo Suzart de Almeida; o procurador chefe do MPT, Estanlislau Tallon Bozi; diretor do Sindipúblicos, Amarildo Batista; diretoria da Assin e o advogado do Sindicato, Célio Picorelli.
Ainda ficou decidido que o Incaper irá se abster de práticas antissindicais, como o email retaliativo que o presidente encaminhou solicitando a frequência dos servidores que participaram de um ato público em Pinheiros que denunciava o sucateamento da autarquia
Os servidores do Incaper, assim como o restante dos servidores estaduais, só estão chegando a essa medida extrema, que é a greve, devido a total falta de respeito do governo Hartung, que há dois anos não cumpre o que a Constituição Federal determina com o reajuste dos salários conforme a inflação; pagamento imediato do auxílio-alimentação, conforme determinado pela justiça; entre outros pontos não menos importantes da categoria.
O Ministério Público do Trabalho não sofre a influência do governo, como acontece com as intuições estaduais, com isso visualiza-se um caminho favorável para que a Justiça seja feita.