
Na último dia 27, servidores do Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (Incaper) participaram de uma assembleia realizada na sede da autarquia pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo (Sindipúblicos) em parceria com a Associação dos Servidores do Incaper (ASSIN).
Uma das queixas dos servidores foi em relação à diária dos municípios limítrofes. “Temos casos de funcionários que chegam a percorrer 70 Km para fazer alguma atividade numa cidade vizinha. Obviamente, por causa da grande distância, eles não podem retornar somente para almoçar. Por causa disso acabam tendo que pagar o almoço com o próprio dinheiro”, explica Renata Setúbal, vice-presidente da ASSIN. Também denunciaram as precárias condições de segurança impostas aos trabalhadores. “Faltam equipamentos de segurança, como botas e filtro solar. Muitas vezes os servidores têm que comprar seus próprios objetos de segurança”, diz Renata.
Existem outras ocasiões em que os trabalhadores do Incaper acabam tendo que “pagar” para trabalhar. Uma delas é em locais do Estado nos quais não há transporte público. Nesses lugares, as pessoas que moram em regiões que não fazem parte do trajeto percorrido pelos veículos do Incaper acabam tendo que usar seu próprio automóvel para se locomover.
Também foi reivindicada a criação de um banco de horas. Afinal, muitas vezes os funcionários trabalham aos finais de semana e não há nenhuma compensação em relação a isso. “É direito do trabalhador, já que não há pagamento de hora extra. Se a pessoa trabalhou no sábado e no domingo, por exemplo, tem que ter direito a folga”, defende uma servidora.
A diretora de saúde da ASSIN, Hildenéia Ribeiro Patrício, também sugeriu a flexibilização do horário de trabalho, mantendo as 40 horas semanais, para a sede em virtude dos problemas de mobilidade urbana presentes na Grande Vitória e que fazem as pessoas perderem muito tempo no trânsito ao ir e voltar do trabalho.
Outra queixa foi em relação aos critérios de progressão previstos no Plano de Cargos e Salários, cuja aplicação já teve início. “O documento deixa claro que se a pessoa tirar licença sem vencimento, seu tempo de progressão é zerado. O mesmo acontece com quem é cedido, a não ser que ocupe um cargo comissionado. Essa situação precisa ser revista”, diz a analista de suporte Katarina Ratzke Oliveira.
Ainda a respeito do Plano de Cargos e Salários, foi reivindicado que, na avaliação e título dos profissionais dos níveis fundamental, médio e técnico haja a participação de membros do Sindipúblicos e da ASSIN.
Sobre denúncia da falta de equipamentos de segurança, o presidente do Sindipúblicos reforçou que é dever do Incaper oferecer condições de trabalho. “O Governo do Estado deve ser o primeiro a dar exemplo, cumprindo com o dever garantindo segurança para os trabalhadores. Vamos reivindicar junto ao Incaper que esse problema seja resolvido. Caso não haja resultado, teremos que lutar judicialmente”, diz Gerson.
No que diz respeito à flexibilização de horário, Rosana Freitas, diretora do Sindipúblicos, afirmou que em outras autarquias isso já acontece, portanto, é uma reivindicação que não é difícil de ser colocada em prática. Já em relação à redução da jornada de trabalho, a diretora informou que isso pode ser feito somente por meio de uma de lei, que irá beneficiar somente os trabalhadores que ingressarem na autarquia após a sua aprovação.
Segundo Gerson, todas as reivindicações feitas pelos trabalhadores do Incaper serão encaminhadas para os órgãos responsáveis.
Com informações da Assin