

Durante assembleia-geral unificada desta quinta-feira, 18 de julho, os servidores, on-line e presentes no auditório do Sindipúblicos, discutiram os encaminhamentos da Campanha Salarial 2024.
Entre as propostas aprovadas está a realização de uma vigília durante a reunião agendada com a Casa Civil para o próximo dia 31 de julho, a partir das 15h30.
Além disso, reforçar nas mídias sociais a mobilização demonstrando à sociedade a importância da valorização dos servidores e a capacidade fiscal e financeira do Estado em atender às demandas da categoria.
A expectativa da categoria é que o governo cumpra o acordo e apresente os estudos com as propostas de reajuste do auxílio-alimentação e a reestruturação das carreiras extintas e em vacância.
Além dos pontos acima, a Campanha Salarial também defende o pagamento dos Precatórios da Trimestralidade, a recomposição das perdas salariais que ultrapassam 19,8% e a reestruturação das carreiras.
Dentre os pontos de pauta estão a reposição das perdas salariais, o reajuste nos valores da diária e do auxílio-alimentação, a reestruturação das carreiras, inclusive das extintas e em vacância, e o pagamento dos Precatórios da Trimestralidade.
Quanto ao ponto de pauta da recomposição das perdas salariais, a categoria entende que é possível o Estado atender realizando o escalonamento desses valores até o final do atual governo.
Saldo positivo
A valorização dos servidores públicos estaduais, além de necessária e urgente, é viável e depende apenas da vontade política do governo estadual, visto que o ambiente fiscal e financeiro das contas públicas do Estado possui uma ampla margem para a concessão da pauta da categoria.
Segundo o Painel de Controle do Tribunal de Contas, o Executivo só investe 37,99% de suas receitas em pessoal. Valor bem abaixo dos 49% do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Outro ponto favorável é que as receitas estaduais têm previsão de chegar ao final de 2024 com 9 bilhões de superávit.
Toda essa defesa com dados já foi apresentada ao governo, inclusive em reunião no último dia 17 de junho, com o secretário da Casa Civil, José Maria de Abreu Jr, que se comprometeu em avaliar com o governador, após estudo solicitado à Seger, de como o Estado poderia atender à categoria.
Mobilização Permanente
Para avançar na luta, um dos entendimentos dos servidores presentes foi a necessidade da mobilização constante, seja nas redes, seja nos atos e assembleias. “Precisamos dos servidores unidos. A mobilização é fundamental para o governo atender às nossas demandas. No próximo dia 31, vamos todos juntos cobrar do governo o retorno das nossas demandas. Participe!” convocou Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos.