
Um apagão nos serviços públicos estaduais será o próximo passo da luta do funcionalismo estadual em busca de alertar a população capixaba para o descaso do governo Hartung com a sociedade e com os servidores. Com uma gestão extremamente questionável, a atual administração está quebrando o Estado e executando cortes absurdos em áreas essenciais, sem sequer apresentar uma justificativa convincente, afinal, há superávit nos cofres estaduais.
Diante dessa realidade, em dias estratégicos de setembro, os serviços públicos do Espírito Santo – com exceção dos atendimentos de urgência e emergência – serão paralisados em todo o território capixaba. A deliberação foi tomada em Assembleia Geral Unificada, realizada nesta quinta-feira, 27 de agosto, que contou com a presença de milhares de servidores de várias regiões do Espírito Santo e das mais variadas categorias representadas pelo Fórum das Entidades dos Servidores Públicos do Espírito Santo (Fespes).
Os servidores e demais cidadãos capixabas têm vivenciado um total desmonte do Estado pelo governo Hartung, que em apenas seis meses aumenta a precarização nos serviços públicos, sucateando os mais diversos setores, justificando, assim, suas parcerias com a iniciativa privada, inclusive com grupos que financiaram sua campanha política.
Com isso, o cidadão está sendo ainda mais onerado com o desvio dos impostos sob forma de isenções fiscais ou mesmo deixando de cobrar impostos dos grandes conglomerados econômicos que atuam no estado e financiam campanhas políticas.
Os servidores reivindicam a volta do crescimento do Estado, que desde o início do governo Hartung sofre com o sucateamento dos serviços públicos. O funcionalismo luta ainda pela recomposição das perdas salariais dos últimos doze meses (já passam de 9%), a definição de uma data base para reajuste anual, a regularização da concessão do auxílio alimentação para as categorias que não recebem tal benefício e a criação de uma mesa permanente de negociação com o governo, conforme determina a Lei Complementar n.º 46/1994.
O Executivo estadual colocou o Estado em um caos devido a uma gestão temerária e ainda se nega a abrir as negociações para minimizar a calamidade que provocou nos serviços públicos. Entretanto, graças a união dos servidores públicos estaduais de todas as categorias, o enfrentamento está sendo vitorioso e recebe cada vez mais adesão. Em breve, os delegados sindicais serão convocados para discutir as próximas ações.