

A pretexto da vinculação proporcional aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o poder judiciário capixaba foi agraciado com mais uma benesse ao ter reajustado em 45% os valores das diárias pagas aos servidores e magistrados.
O reajuste concedido pelo Tribunal de Justiça (TJES) vale apenas no caso de viagens para fora do Estado. Um desembargador, por exemplo, que recebia R$ 614 para deslocamentos, dentro ou fora do Espírito Santo, agora contará com R$ 890 quando viajar para outro Estado. Os mesmos R$ 614 serão mantidos quando a atividade se limitar a terras capixabas. Só em 2014, o TJES gastou R$ 2.941.760,14 em diárias para servidores e magistrados.
Enquanto que para se deslocar dentro do Espírito Santo o servidor do executivo recebe míseros R$ 112,00 (e com muitas restrições) e, para fora do Estado (dependendo para onde), o valor varia de R$ 159,00 a R$ 273,00. Ou seja, um desembargador chega a receber quase seis vezes mais.
Apesar das independências dos poderes, vale ressaltar que o caixa é único, proveniente principalmente dos impostos pagos pelos contribuintes. Sendo assim, se existisse de fato uma crise, todos os poderes deveriam reduzir suas despesas, o que não tem acontencido no Espírito Santo.
É impossível acreditar que, diante de tanta ousadia, o atual chefe do Poder Executivo ainda alimente o discurso do caos financeiro das contas públicas, herança de seu antecessor, cuja maioria da cúpula permanece no novo governo.
Aguardaremos os próximos capítulos nos quais o Ministério Público e Assembleia Legislativa também seguirão o mesmo caminho do TJES.