Corte de ponto: secretários não cumprem o acordado

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Não cumpriu! Na última reunião com os servidores no dia 17 de abril, os secretários Pablo Rodnitzky (Seger) e Samir Furtado Nemer (Seg), prometeram que o ponto não seria cortado dos servidores que participaram da Assembleia do dia 04 de abril.

Apesar de a legislação garantir a livre manifestação e o direito de todo trabalhador se reunir em assembleia sem ter o ponto cortado, o entendimento do secretário Pablo parece não ser este já que a Seger encaminhou ofício às autarquias e órgãos públicos estaduais com a determinação de cortar o ponto dos servidores que participaram da Assembleia nessa data.

O Sindicato avalia como uma medida autoritária, com a clara intenção de retaliação e de tumultuar o processo de negociação com os trabalhadores que estavam discutindo medidas contra a política de desvalorização do serviço público mantida pelo atual Governo Casagrande.

Diante da postura no mínimo inadequada da Seger, a assessoria jurídica do Sindipúblicos está tomando as medidas cabíveis a fim de reverter a situação.

A atitude do Governo Casagrande só reforça a falta de comprometimento e a inabilidade dos secretários em negociar com os trabalhadores. E aumenta a insatisfação dos servidores públicos, que irão realizar uma Assembleia Geral Unificada na próxima quinta-feira, 15 de abril para avaliar a posição do Governo do Estado com relação às reivindicações da categoria; deliberar sobre novos atos; discutir medidas júri-políticas sobre o movimento de greve, dentre outros assuntos.

 O Sindipúblicos esclarece:

1) No dia 04/04 não houve movimento grevista, mas sim uma convocação de AGU a fim de deliberar novos encaminhamentos e manifestação contra a criminalização do direito de greve;

2)      A determinação de corte de ponto sob o argumento de que a greve foi declarada ilegal é falaciosa, haja vista que o mérito do julgamento sobre a legalidade da greve somente será decidida ao final do processo, motivo pelo qual nesse momento não é possível a Administração Pública sustentar que a greve é ilegal;

3) No dia 04/04, após a realização da AGU, os servidores retornaram aos seus postos de trabalho, o que pode ser comprovado pelas diversas autarquias e órgãos, motivo pelo qual jamais poderia ser determinado o corte de ponto dos servidores.