

Após nomear como secretário-chefe da Casa Civil, Zé Carlinhos, condenador por corrupção, Hartung tem agora mais um de seus gestores sendo processado por improbidade administrativa.
Dessa vez, foi Anselmo Tozi, atual diretor da AGERH – Agência Estadual de Recursos Hídricos que virou réu. De acordo com o MPES, os participantes do curso de MBA Executivo em Saúde, contratado pela Sesa junto à Fundação Getúlio Vargas (FGV), foram escolhidas pelo então secretário sem inscrição ou prévio processo seletivo.
O Ministério Público Estadual (MPES) ainda aponta que o curso, inicialmente voltado aos funcionários da Secretaria de Saúde (Sesa), teve a participação apenas de pessoas vinculadas a hospitais particulares e institutos parceiros.
Diante às irregularidades, o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Mário da Silva Nunes Neto, determinou o recebimento de uma ação de improbidade contra o ex-secretário da Saúde, Anselmo Tozi.
Na decisão assinada no último dia 26, o juiz considerou que as provas trazidas pelo Ministério Público demonstraram a verossimilhança das acusações. “Os elementos probatórios são suficientes para admitir a presente ação, para que em fase processual ulterior e oportuna se possa aferir, com exatidão, a conduta perpetrada pelos réus”. Na instrução do processo, os denunciados sustentaram que agiram de acordo com a lei, porém, o magistrado considerou que a alegação não se mostra capaz de impedir o recebimento da denúncia. Eles terão o prazo de 15 dias para responder à acusação.
O MPES pede a condenação de todos os envolvidos ao ressarcimento do prejuízo ao erário, além das sanções previstas na Lei de Improbidade. Ao todo, o poder público gastou R$ 844 mil com a contratação do curso, destinado a duas turmas com 45 alunos cada. Figuram na ação, de Anselmo Tozi, o ex-subsecretário Marcelo Calmon Dias, Luiz Claudio Oliveira da Silva, Rosane Benevides Calheiros e Silvana de Assis Machado. Também foram denunciados o Estado do Espírito Santo e a Fundação Getúlio Vargas. O processo tramita sob nº 0045739-08.2012.8.08.0024.
O fato, vem acrescentar aos demais escândalos de corrupção no governo Hartung que não são devidamente noticiados. Só neste seu terceiro governo já temos o caso dos repelentes superfaturados, pagamento de tratamento à pacientes mortos, nomeação de condenado pela justiça federal à Chefe da Casa Civil. Há de se lembrar também outros escândalos de seus governos anteriores, como os milhões para a terraplanagem de um Posto Fiscal que nunca ficou pronto, outros milhões para o Cais das Artes que se deteriora às margens da Baía de Vitória, entre outros.
Ao que tudo indica, será preciso uma grande operação oriunda da Polícia Federal e Ministério Público Federal para frear a corrupção no governo estadual.
Com informações de Século Diário