


As principais lideranças da bancada capixaba no Congresso Nacional tem declarado apoio às reformas do governo Temer que irão prejudicar diretamente milhares de capixabas.
Lelo Coimbra (PMDB), Rose de Freitas (PMDB) e Ricardo Ferraço (PSDB) estão entre os entusiastas quanto ao governo do presidente Temer, defendendo suas propostas.
Na última sexta-feira (5), em entrevista ao jornal Valor Econômico, o senador Ricardo Ferraço (PSDB), relator da Reforma Trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, defendeu o texto que altera mais de 100 artigos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O senador afirmou que se durante as audiências da Comissão Assuntos Econômicos ficar comprovado que há desrespeito à Constituição e aos direitos fundamentais do trabalhador, o texto poderá sofrer ajuste, mas até agora, garante o senador, não viu qualquer tipo de prejuízo. “Não podemos ter medo do novo”, diz o senador, que com a relatoria volta a ganhar espaço na mídia após ser denunciado por delator na na operação Lava Jato por receber dinheiro ilícito da Odebrecht.
A senadora Rose de Freitas (PMDB), em entrevista uma entrevista didática à TV Senado, também defendeu a proposta. A peemedebista comentou vários pontos polêmicos da reforma, sempre garantindo que não haverá perdas de direitos dos trabalhadores. Mas os pontos levantados, podem gerar perdas e são polêmicos, como a redução do horário de trabalho, trabalho intermitente e negociação com os patrões. Rose é outra que banca a ideia de que não haverá prejuízos para o trabalhador com a reforma.
Na semana passada, deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) destacou o grande número de desempregados no País, para justificar a reforma. “O país tem hoje 13,5 milhões de desempregados. A nova lei trabalhista vai impulsionar a criação de empregos e ajudar o país a superar a grave crise econômica que estamos enfrentando, frutos dos equívocos do governo Dilma”, disse.
O deputado entende que por causa das leis, o País tem perdido empresas e consequentemente postos de trabalho. “Não dá para aceitar, passivamente, que um grande número de empresas brasileiras migre para países vizinhos, suprimindo nossos postos de trabalho e possibilidades de geração de emprego e renda, sob o argumento que as relações de produção e trabalho fora do Brasil são mais atrativas”, afirmou.
Essa justificativa do deputado tem sido repetida como um mantra no governo federal. Mas, segundo economistas, o que garante emprego é a estabilidade política do país, o que o atual governo não tem garantido.
Os capixabas precisam cobrar de seus parlamentares que votem à favor da sociedade, e não em benefício a parte do empresariado. Não podemos mais aceitar que políticos que prometem legislar para o povo aceite negociar cargos para seus aliados em troca de votos em projetos que irão retirar direitos arduamente conquistados.
Em 2018 não podemos votar nesses parlamentares que só buscam o interesse pessoal passando por cima do interesse da sociedade brasileira.