

Limites da Inteligência Artificial e aumento dos royalties dos streamings
A garantia dos direitos só é conquistada com luta e mobilização! O mais recente exemplo da importância da união da categoria para lutar pelos seus direitos é a greve dos atores de Hollywood, que reunidos no Sindicato da categoria (Screen Actors Guild‐American Federation of Television and Radio Artists – SAG-Aftra, em inglês), paralisaram as filmagens dos estúdios desde quinta (13).
Atores, roteiristas e demais celebridades de Hollywood, que possuem bons salários, estão na luta para garantir o que é justo. A categoria exige aumento dos royalties pela exibição dos filmes e séries nos streamings e exige limites para o uso da inteligência artificial.
A paralisação dos atores é a primeira em 43 anos. A categoria se junta à greve dos roteiristas, em andamento desde o início de maio.
São 160 mil artistas sindicalizados no SAG-Aftra. Com a decisão, o sindicato paralisa um mercado de US$134 bilhões (R$ 642,73 bilhões) em produções entre filmes e séries.
Greve dos roteiristas
A paralisação dos atores se soma à dos roteiristas que já estavam em greve. Filmagens cujo roteiro já estava pronto puderam continuar com os trabalhos, tal como “Gladiador 2” e “Mortal Kombat”, enquanto projetos que estavam na fase de roteirização pararam, tais como, “The Last of Us” e “Blade Runner 2099”. No entanto, com a parada dos atores, séries como “Stranger Things”, “Yellowjackets”, “The Handmaid’s Tale”, um spin-off de “Game of Thrones” e “Abbott Elementary” ficam suspensas.
Grandes nomes do cinema se mobilizaram após o anúncio do sindicato. Até mesmo Tom Cruise, aderiu à greve de atores ao deixar de gravar “Missão: Impossível — Acerto de Contas Parte Dois”. O elenco do próximo filme de Christopher Nolan, “Oppenheimer”, também abandonou a estreia do longa, em Londres, para realizar um piquete com cartazes reivindicando suas demandas.
Lutar sempre
“A greve dos artistas de Hollywood demonstra que a luta se faz com mobilizações e união da categoria. Por isso é sempre importante estar presente ao seu sindicato, se filiando e participando das ações, seja online ou presencial. Enquanto temos uma cultura de criminalização dos sindicatos, vemos grandes artistas e celebridades praticamente com uma ampla filiação ao seu sindicato e participando até mesmo de greve. Filie-se, participe! Na torcida que os trabalhadores da arte conquistem seus direitos e sirvam de exemplo para nossa categoria na importância da mobilização e a participação” comentar Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos.
Com informações: Portal Vermelho; CNN, O Tempo.
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