

O Comitê de Greve se reuniu nesta terça-feira, 13 de janeiro, para avaliar a indecorosa contraproposta apresentada pelo governo Ferraço/Casagrande sobre a reestruturação das carreiras. A conclusão foi unânime: não houve negociação real. Desde abril de 2025, o governo sequer apresentou estudo financeiro que justificasse sua posição.
Quem trouxe dados concretos foi o Sindipúblicos, demonstrando que a recomposição de 35% nas tabelas teria impacto irrisório de apenas 1,1% na folha salarial de 2025. Com o orçamento de 2026 ampliado em cerca de 8%, esse percentual se torna ainda menos significativo. A contraproposta do governo, limitada a míseros 4%, não veio acompanhada de qualquer justificativa técnica.
Diante desse cenário, o Comitê de Greve reafirmou a necessidade de retomar a mobilização com ampla adesão da categoria. Foram aprovadas ações nas redes sociais, a realização da Assembleia Geral Unificada (AGU) nesta quinta-feira (15) e um ato público no dia 21.
O diretor Tadeu Guerzet denunciou a exclusão dos Agentes de Suporte Educacional (ASEs). “Estamos em pleno período de matrículas e início do ano letivo. Se não valorizam nosso trabalho, vamos mostrar na prática o quanto fazemos falta à comunidade escolar. Estaremos nos articulando e mobilizando nossa categoria. O que tivemos de reposição foi via Fundeb, verba federal.”
Já Gustavo Coutinho, participante do Comitê de Greve, reforçou a necessidade de unidade: “O governo aposta na divisão da categoria. Quer dividir para conquistar. Nós temos que fazer o contrário: unidos somos fortes.”
Renata Setúbal, presidenta do Sindipúblicos, destacou a importância da participação ativa: “O governo rasgou nossa proposta. Além de apresentar um índice muito inferior ao reivindicado, desconsiderou por completo nosso estudo que defende a redução das disparidades entre os níveis. Não aceitaremos essa afronta. Para avançarmos na construção de uma nova contraproposta, é fundamental a participação ativa da base — analisando o que foi apresentado, debatendo os encaminhamentos e definindo coletivamente os próximos passos da luta pela reestruturação das carreiras”.
A força da categoria está na participação consciente e coletiva. Precisamos estar juntos para definir os próximos passos da luta pela reestruturação das carreiras.”
O Sindipúblicos quer discutir números, qual a justificativa de dar percentual maior para quem já está no topo das remunerações do funcionalismo estadual, como os auditores, e oferecer essa miséria para nossa categoria? O que o governo apresentou não responde às perdas acumuladas nem às distorções históricas das carreiras. A proposta é limitada, ignora a dimensão do trabalho dos servidores e não enfrenta o problema estrutural.
Reestruturação de carreira não é concessão. É reconhecimento, justiça e responsabilidade com quem sustenta o serviço público todos os dias.
O Sindipúblicos reafirma: não aceitaremos uma contrapartida que não dialogue com a realidade dos servidores. A luta continua — com firmeza, unidade e posicionamento claro.
📢 Convocação para Assembleia Geral
O Sindipúblicos convoca todos os servidores e filiadas/os para participarem da Assembleia Geral nesta quinta-feira, 15 de janeiro, em formato híbrido:
🗓 15/01
📍 Presencial: sede do Sindipúblicos
📍 Online: link divulgado nos canais oficiais
Este é um momento decisivo. A participação da base é fundamental para fortalecer a mobilização e definir os rumos da luta.
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Texto: Douglas Dantas Foto: Arquivo